ArtRio 2021 | 5 Anos e Um Percurso

setembro 8, 2021 | ArtRio, Feiras, News, etc, Notícias

Vista Stand ArtRio 2021 (foto: Rafael Salim)

Ao completar, neste ano de 2021, cinco anos de sua abertura, a Janaina Torres Galeria comemora a diversidade e a potência da arte para a 11ª edição da ArtRio.

A nossa mostra se constrói a partir de eixos narrativos, propondo uma aproximação dos artistas representados que, por meio de diferentes expressões, trazem investigações voltadas ao tempo e à memória, aspectos da história humana e social  e do meio ambiente .

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NÚCLEO | videoarte

agosto 5, 2021 | Exposições, News, etc, Notícias, vídeos

 

Vista exposição NÚCLEO (foto: Filipe Berndt)

Acreditando na potência do vídeo como meio de pesquisa e expressão, e sua pertinência no contexto artístico atual, a Janaina Torres Galeria anuncia com prazer NÚCLEO, exposição de videoarte que será inaugurada em 05 de agosto.

A mostra marca o lançamento do NÚCLEO videoarte, projeto de caráter permanente criado em colaboração com as artistas Lucila Meirelles e Márcia Beatriz Granero, e que reúne artistas representados pela galeria que trabalham com esta linguagem.

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Entrevista com a galerista Janaina Torres para a Artsoul

junho 16, 2021 | Entrevista, Na mídia, News, etc

Janaina Torres

Janaina Torres, à frente da Janaina Torres Galeria – imagem cedida pela galerista

Em entrevista com a Artsoul, a galerista Janaina Torres conta como trabalha a carreira dos artistas e como se posiciona no mercado de arte.

Com trajetória jovem, a galeria Janaina Torres já construiu um trabalho sólido em torno de artistas com diferentes linguagens e mídias e tem a missão de aproximar os mais diversos públicos do mundo da arte contemporânea.

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SP-Arte Viewing Room | Bodas de Madeira: um olhar para celebrar os 5 anos de nossa história

junho 8, 2021 | Feiras, News, etc

Ricardo Siri

Ricardo Siri, COCAR 05

Temos o prazer de anunciar nossa participação na SP-Arte Viewing Room, que acontece de 09 a 13 de junho, com o projeto “Bodas de Madeira: um olhar para celebrar os 5 anos de nossa história”.

Dando início ao programa de celebração dos cinco anos da Janaina Torres Galeria, nosso projeto para o viewing room 2021 alinha este momento especial à SP-Arte, uma referência de nossa trajetória e que, tradicionalmente, é o ponto de partida no calendário de eventos relevantes do circuito de arte nacional.

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Os Manus para a exposição Da Natureza das Coisas

maio 8, 2021 | Exposições, Notícias, Os Manus

Os Manus, Abismo, 2021

Os Manus , Abismo, 2021, Fragmentos de ovo, seda, ouro maciço e madeira, 23 x 15 x 12cm (detalhe)

Para a segunda fase “Da Natureza das Coisas”, Os Manus, dupla formada por Daniela Scorza e Caio de Medeiros, apresenta uma série de trabalhos inéditos.

A produção multifacetada da dupla transforma-se agora num inventário de uma Natureza Híbrida(1) e editada. Os trabalhos tridimensionais preenchem o espaço expositivo de diferentes maneiras num diálogo de peças que se relacionam com o chão, paredes e bases. Os insetos e plantas transformam o espaço em casulos, anteparos para o seu crescimento e escondem detalhes que só podem ser revelados com o olhar atento do espectador. 

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Kika Levy para a exposição Da Natureza das Coisas

abril 26, 2021 | Exposições, Kika Levy, Notícias

Kika Levy em seu ateliê

As obras de Kika Levy para a exposição ‘’Da Natureza das Coisas” evidenciam a constituição de uma linguagem artística e atualizam o seu percurso poético.

Por Heloisa Amaral Peixoto

Neste conjunto, a artista apresenta uma série de proposições que operam como inflexões de sua trajetória, às quais se somam agora descobertas cromáticas mais recentes, possibilitando uma experimentação que alcança sutis e surpreendentes desdobramentos.

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Da Natureza das Coisas: o encontro de Kika Levy e Os Manus

abril 24, 2021 | Exposições, Kika Levy, Os Manus

Vista da exposição Da Natureza Das Coisas- Kika Levy e Os Manus

Artistas criam léxicos próprios a partir de leituras da natureza, que se complementam em uma experiência repleta de sutilezas.

Anunciamos com prazer a segunda fase da exposição Da Natureza das Coisas, que promove o encontro de afinidades e diálogos estéticos entre os artistas Kika Levy e a dupla Os Manus (Daniela Scorza e Caio de Medeiros).

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Da Natureza das Coisas: a cerâmica na construção do tridimensional brasileiro

fevereiro 5, 2021 | Andrey Zignnatto, Crítica, ensaio, Exposições, Paula Juchem

Galo, de Paula Juchem

Paula Juchem, Galo (2020), escultura em cerâmica, 54 x ø17cm (detalhe)

Esculturas de Paula Juchem e fotografias de Andrey Zignnatto refletem sobre o papel da cerâmica na arte 

Por Cadu Gonçalves * 

Falar da produção da cerâmica é também falar do desenvolvimento do ser humano e da história da humanidade, nos campos factual, arqueológico e ritualístico. As primeiras peças em argila são datadas de aproximadamente 26. 000 a.C; já o seu estado rígido em cerâmica data de aproximadamente 10.000 a. C. Muitos desses vestígios foram encontrados nos anos 1920, no sítio arqueológico de Dolní Vestonice (República Tcheca), mas também estão presentes em sítios arqueológicos na América do Sul, como o da Pedra Pintada em Roraima, além da Oceania e África.

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Três perguntas para Paula Juchem

janeiro 14, 2021 | Entrevista, Paula Juchem

A artista Paula Juchem, entre as peças da exposição Da Natureza das Coisas, na Janaina Torres Galeria

Uma desenhista que incorporou a cerâmica no seu trabalho para, a partir daí, moldar uma visão de mundo – barroco, assimétrico, excessivo, encantado e encantador –, Paula Juchem criou seu repertório a partir do contato com a água e a natureza, numa infância simples no Rio Grande do Sul. Nesta entrevista, ela fala sobre os 15 anos na Itália, sua paixão pela argila e a experiência de transformar sensações em desenho e forma, como uma espécie de refúgio mental.

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Cerâmicas de Paula Juchem, por Livia Debbané

dezembro 15, 2020 | Crítica, ensaio, Paula Juchem, Sem categoria

Paula Juchem, Polvo, 2020, Cerâmica 12x 23 cm

Livia Debbané

os cacos da vida, colados, formam uma estranha xícara
sem uso
ela nos espia do aparador
poema Cerâmica, de Carlos Drummond de Andrade

A cerâmica é um ofício de regras incontestes, pois seu êxito depende da transformação da matéria por fenômenos químicos, num equilíbrio fino entre os processos. A formação de um ceramista é longa, pressupõe repetição e persistência.

Paula Juchem não se considera ceramista. Trabalhava como ilustradora em Milão quando, em 2007, participou de um workshop em Ravenna, referência da produção cerâmica na Itália. Foi a primeira vez que transportou seus desenhos para a argila. O campo que então se abriu a capturou de imediato.

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Da Natureza das Coisas: mostra traz encontros de afinidades a partir da força expressiva dos materiais

dezembro 14, 2020 | Andrey Zignnatto, Exposições, Notícias, Paula Juchem

Esculturas em cerâmica de Paula Juchem; ao fundo, desenho da artista

EXPOSIÇÃO EM DUAS FASES, DA NATUREZA DAS COISAS PROMOVE “SENSÍVEIS RECRIAÇÕES DA VIDA” E ESTREIA COM DIÁLOGOS ENTRE OS TRABALHOS DE PAULA JUCHEM E ANDREY ZIGNNATTO.

Apresentamos com alegria “Da Natureza das Coisas”, mostra realizada em dois momentos, que promove encontros de afinidades e diálogos estéticos entre os artistas Paula Juchem e Andrey Zignnatto, na estréia, e Os Manus (Daniela Scorza e Caio de Medeiros) e Kika Levy, na segunda fase.

Entre 12 de dezembro e 05 de fevereiro, Paula Juchem e Andrey Zignnatto exibem poéticas construídas a partir da força expressiva do barro, argila e cerâmica, explorados em suportes como a escultura (Paula) e fotografia (Zignnatto). 

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O mundo de sutilezas de Kika Levy, no Artsoul Gravuras 2020

novembro 5, 2020 | Exposições, Kika Levy

Kika Levy, Paisagens com azul, 2016, Gravura em metal, 40 x 30 cm cada

Apresentamos trabalhos de Kika Levy no Artsoul Gravuras 2020, evento online da plataforma Artsoul, a partir desta sexta (06), até 12/11. A artista apresenta gravuras e monotipias, em uma poética que amalgama acaso, delicadeza e precisão. Acesse: www.artsoul.com.br (vendas na própria plataforma).

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Um tempo-lugar que nos chama, nossa proposta para a ArtRio 2020

outubro 8, 2020 | Andrey Zignnatto, Exposições, Notícias, Ricardo Siri, Sandra Mazzini

Alicerce, de Andrey Zignnatto: projeto/instalação para área externa, que será exibido em vídeo na ArtRio 2020

Apresentamos com alegria, na ArtRio 2020, “Um tempo-lugar que nos chama”, proposta curatorial com trabalhos dos artistas Andrey Zignnatto, Ricardo Siri e Sandra Mazzini, com curadoria de Heloisa Amaral Peixoto. A proposta é composta de pinturas, desenhos, esculturas, objetos e dois projetos/instalações para área externa, que serão apresentados em vídeo.

Sob o tema “Um tempo-lugar que nos chama”, a proposta curatorial constitui em reunir e apresentar um conjunto de trabalhos dos três artistas nos quais o processo criativo denota um certo deslocamento de “tempo” e de “lugar”, em obras que se configuram, logo à primeira vista, em um território próprio e singular.

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Um tempo-lugar que nos chama

outubro 8, 2020 | Andrey Zignnatto, Crítica, ensaio, Ricardo Siri

Alicerce, de Andrey Zignnatto: projeto/instalação para área externa (detalhe)

Projeto curatorial para nossa participação na ArtRio 2020. Por Heloisa Amaral Peixoto.

Simbolicamente, de onde e para qual lugar esse novo tempo nos chama?

Creio ser válida a tentativa de, por um momento, abandonar as noções da história objetiva ou de qualquer convenção da ciência antropológica para, dentre tantos ressignificados atuais, compreender a experiência artística circunscrita nos limites de um “tempo-lugar” indeterminado e, portanto, não classificável, só possível no campo dos sentidos e do simbólico.

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Janaina Torres Galeria at Latitude ArtFair 2020

setembro 25, 2020 | Andrey Zignnatto, Daniel Jablonski, English, Feiras, Heleno Bernardi, Luciana Magno, Sandra Mazzini

Heleno Bernardi, Tudo menos a paisagem I, 2019, acrylic, glaze and spray on canvas, 74 4/5 × 102 9/25 × 2 3/4 in, 188 × 259.1 × 5.1 cm

We gladly announce the works of our artists for Latitude Art Fair, a selection that invites us to a creative reflection on history and identity, starting from a problematic geographical and cultural point and pointing in the direction of other paths and territories, formal, geographical and imagined.

See our booth here.

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Prazer é pensar: sobre a pintura de Heleno Bernardi

setembro 17, 2020 | Crítica, ensaio, Heleno Bernardi

O artista Heleno Bernardi, caminhando entre as telas mais recentes de sua produção: prazer e reflexão

Por Paulo Sergio Duarte

O problema na arte é exatamente este: como sentir prazer e, ao mesmo tempo, pensar sobre o que está vendo, e é a isso que somos submetidos diante das telas de Heleno Bernardi. Sua pintura exibe força e tensão junto com a riqueza cromática. Numa mesma tela podemos apreciar essas qualidades associadas às diferentes direções que atuam como bússolas do olhar. Efetivamente, orientam-nos. O olhar é esticado, tem de estar aqui e ali ao mesmo tempo. Percorre a tela em tempos diferentes, às vezes acelera-se, outras vezes caminha devagar. Estamos diante de um rigoroso e esmerado domínio técnico a serviço de uma poética. Essa prática deriva de um pensamento que domina cada passo à luz de um extenso conhecimento da história da arte moderna e contemporânea e mais: de uma reflexão que afirma o que ele quer e não quer na sua pintura.

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Pedro Moraleida Bernardes na Bienal de Arte Contemporânea de Berlim

setembro 6, 2020 | Pedro Moraleida

Pedro Moraleida, Na Dúvida Consulte; São os Calvários (da série Deleuze, Corpo Sem Órgãos), 1988, acrílica, gouache e colagem sobre papel

Ocupando o salão principal do KW Institute for Contemporary Art, em Berlim, o trabalho de Pedro Moraleida Bernardes (1977-1999) consolida-se como uma das forças da arte contemporânea brasileira e global surgido no final do século passado. Transcrevemos aqui uma análise da obra do artista, feita pela escritora e teórica da cultura Ana Teixeira Pinto e publicada no site da Bienal.

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Pedro David e Kitty Paranaguá na BAphoto 2020

setembro 1, 2020 | Kitty Paranaguá, Pedro David

Pedro David, Mandíbula #27 (Série Terra Vermelha ), 2015/16
Fotografia analógica – pigmento sobre papel revestido de baryta, 120 x 150 cm

Sob o tema Paisagens Alteradas, anunciamos nossa participação na BAphoto, feira de fotografia de Buenos Aires, que acontece online em 2020, de 01 a 15 de setembro. Estamos presentes com obras de Kitty Paranagua e Pedro David.

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SP-Arte Viewing Room: arte e transformação

agosto 22, 2020 | Daniel Jablonski, Exposições, Feco Hamburger, Kika Levy, Luciana Magno, Pablo Ferretti, Ricardo Siri

Daniel Jablonski, Hy Brazil, 2019, letreiro luminoso em neon, 15 x 300 x 3 cm

Sob a inspiração do poema O Anjo, do poeta maranhense Ferreira Gullar (1930-2016), nossa proposta curatorial para o Online Viewing Room da SP-Arte contempla uma vocalização de valores expressivos da arte contemporânea brasileira, em um projeto que tem como eixo a arte e seu potencial transformador.

Apresentamos trabalhos de Daniel Jablonski, Feco Hamburger, Kika Levy, Luciana Magno, Pablo Ferretti e Ricardo Siri.

Confira a  seleção completa de obras (PDF) e nossa programação de eventos paralelos.

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SP-Arte Viewing Room: nossa programação de eventos paralelos

agosto 22, 2020 | Notícias

Pablo Ferretti, Dia de muito, véspera de pouco I, 2020, giz escolar sobre lixa, 18 x 13 cm

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Tua direção é a deriva: uma leitura sobre nosso stand no SP-Arte Viewing Room

agosto 21, 2020 | Crítica, ensaio, Daniel Jablonski, Feco Hamburger, Kika Levy, Pablo Ferretti

Caspar David Friedrich, O Caminhante sobre Mar de Névoa, 1818

Por Cadu Gonçalves

O Caminhante sobre Mar de Névoa, pintura à óleo de Caspar David Friedich de 1818, retrata um homem, de casaco preto e bengala na mão direita, de costas ao observador. Esse homem de identidade oculta está na beira de algo que parece um abismo, não se sabe se é o topo de uma montanha ou uma pedra que avança sobre o mar, só se vê que ele está à beira de algo e que o único caminho é o horizonte, com o imenso céu de referência. A névoa é um mistério sob seus pés e diante dos seus olhos. Essa nuvem perto do chão permite uma experiência de céu; a suspensão de gotículas de água, tornando líquido o vapor, altera rotas de navegação, paralisa o tráfego aéreo e instaura a deriva e a espera, tal e qual a história da orixá Euá, na cultura iorubá, cujo poder ao se transformar em névoa faz cessar a matança dos homens ao tirar deles a capacidade de enxergar com nitidez.

Com o nevoeiro, o olhar força-se a reconhecer a paisagem, que é esmaecida e confusa, mas reconhecível por seu recorte junto ao céu, assim como as gravuras de Kika Levy na série 360º (2019), que são ao navegante perdido a esperança de terra firme. A artista indica a imagem pelo contorno das montanhas, cuja forma feita por recortes em metal carregam a cada impressão o apagamento de sua cor, já que Levy extrai os azuis da tinta até sua inexistência. Ou pelo isolamento da figura, a exemplo de Bunker (2020), onde a imagem é a pele dos abrigos subterrâneos madrilenhos usados durante a Guerra Civil Espanhola; a textura das paredes é indício e imagem.

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P.ART.ILHA #Ação3: condições inéditas para aquisição em julho

julho 14, 2020 | Notícias

Fotografia de Jordi Burch integra a seleção de obras da Janaina Torres Galeria na ação#3 da P.art.ilha

P.ART.ILHA: ação#3: a cada aquisição de obras selecionadas no mês de julho, o colecionador ganha crédito de 50%  para obras de qualquer das galerias participantes

A Janaina Torres Galeria se une a artistas, galerias e agentes culturais de várias cidades do país no projeto p.art.ilha, uma estratégia de fortalecimento do mercado de arte diante da crise do Covid-19, criando também uma rede de apoio à comunidades mais fragilizadas pelo momento. O projeto p.art.ilha busca sinergia com colecionadores privados e institucionais, além de sensibilizar novos públicos para a arte, através de ações coordenadas.

Após o sucesso do projeto nos meses de junho e julho, estamos lançando p.art.ilha: ação#3 do evento ONLINE, com uma ação inédita no mercado: a cada aquisição durante o mês dejulho, o colecionador ganhará um crédito de 50% do valor para novas aquisições de outros artistas de qualquer das galerias participantes.

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Anunciamos a mostra virtual “Organismo”, individual de Ricardo Siri

junho 23, 2020 | Notícias, Ricardo Siri

JANAINA TORRES GALERIA E ARTEREF LANÇAM ONLINE VIEWING ROOM QUE REPRODUZ AMBIENTE FÍSICO EXPOSITIVO E REÚNE IMAGENS, TEXTOS, SONS E TOURS VIRTUAIS

A Janaina Torres Galeria e o portal Arteref anunciam com prazer o online viewing room da mostra Organismo, de Ricardo Siri (1974, RJ), artista sonoro e visual cujo trabalho transita entre a escultura, performance, instalação, fotografia e vídeo.

A mostra Organismo, que ocupa o espaço físico da Janaina Torres Galeria desde 19 de março, temporariamente fechado por conta das medidas de segurança sanitária, ganha versão 3D que oferece na Internet uma experiência de visitação virtual ao público.

Acesse: siri.arteref.com

A iniciativa é resultado de uma parceria da Janaina Torres Galeria com o portal de arte contemporânea Arteref, que desenvolveu o ambiente virtual. Tendo como ponto de partida a mostra física, o online viewing room reproduz o espaço expositivo e cria uma série de itens adicionais.

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Organismo: Siri, transcendental

junho 11, 2020 | Crítica, ensaio, Exposições, Ricardo Siri

Ricardo Siri, Pindorama 02 (2020), colmeia e cera de abelhas, 17 x 46 x 2,5 cm

Por Ubiratan Muarrek

Emergiu do movimento neoconcreto a ideia da obra de arte como “quase corpus” e “organismo vivo” e a retomada das qualidades afetivas, da sensibilidade e da significação existencial e emotiva da arte. Um projeto ambicioso, tendo em vista o domínio de um certo racionalismo no período imediatamente anterior, que “rouba à arte toda a autonomia e substitui as qualidades intransferíveis da obra de arte por noções de objetividade científica” (Manifesto Neoconcreto). Para os neoconcretistas, como Hélio Oiticica e Lygia Clark, tratava-se de dinamitar as noções de tempo-espaço e criar a experiência da arte: a comunhão de matéria, forma, significado, relação e afeto, dando à experiência estética um caráter quase epifânico, a partir do contato entre artista-objeto-espaço-público. A totalidade da experiência de arte proposta pelo movimento não poderia ter outro destino que não fosse a expansão; daí sua forte influência em outras esferas culturais e comportamentais, das quais a música, com o movimento tropicalista, tenha sido, talvez, a mais exemplar.

É a partir dessa trilha que podemos situar uma obra como a do carioca Ricardo Siri que, a partir de uma carreira estabelecida no universo musical, expandiu seu repertório para as artes visuais, na qual incorpora elementos sonoros, performances e imersões. Siri atualiza certos pressupostos neoconcretos de um todo orgânico para a experiência da arte, em uma abordagem espacial e temporal que une artista-obra-espaço-ambiente-espectador.

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P.ART.ILHA #Ação2: condições especiais para aquisição em junho

junho 8, 2020 | Notícias

P.ART.ILHA: ação#2: a cada aquisição de obras selecionadas no mês de maio, o colecionador ganha crédito de 75%  para obras da mesma galeria

A Janaina Torres Galeria se une a artistas, galerias e agentes culturais de várias cidades do país no projeto p.art.ilha, uma estratégia de fortalecimento do mercado de arte diante da crise do Covid-19, criando também uma rede de apoio à comunidades mais fragilizadas pelo momento. O projeto p.art.ilha busca sinergia com colecionadores privados e institucionais, além de sensibilizar novos públicos para a arte, através de ações coordenadas.

Após a movimentação do lançamento, em maio, estamos lançando p.art.ilha: ação#2 do evento ONLINE, em que uma criteriosa seleção de obras está à venda com condições muito especiais: a cada aquisição durante o mês de junho, o colecionador ganhará um crédito de 75% do valor para novas aquisições de outros artistas da mesma galeria.

Janaina Torres Galeria na ação#2 p.art.ilha: veja seleção de obras aqui (pdf)

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Janaina Torres Galeria no projeto P.ART.ILHA: sinergia pela arte

abril 29, 2020 | Notícias

p.art.ilha: ação#1: a cada aquisição de obras selecionadas no mês de maio, o colecionador ganha crédito de igual valor para obras da mesma galeria

A Janaina Torres Galeria se une a artistas, galerias e agentes culturais de várias cidades do país no projeto p.art.ilha, uma estratégia de fortalecimento do mercado de arte diante da crise do Covid-19, criando também uma rede de apoio à comunidades mais fragilizadas pelo momento. O projeto p.art.ilha busca sinergia com colecionadores privados e institucionais, além de sensibilizar novos públicos para a arte, através de ações coordenadas.

Estamos lançando p.art.ilha: ação#1, primeira iniciativa do grupo, evento ONLINE em que uma criteriosa seleção de obras está à venda com condições muito especiais: a cada aquisição durante o mês de maio, o colecionador ganhará um crédito de igual valor para novas aquisições de outros artistas da mesma galeria.

Janaina Torres Galeria na ação#1 p.art.ilha: veja seleção de obras aqui (pdf)

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Hy Brazil, de Daniel Jablonski: a cartografia do engano

abril 17, 2020 | Daniel Jablonski

Hy Brazil, de Daniel Jablonski: conjunto de trabalhos sobre um fantasma, uma ficção, um mito e um erro, a Ilha do Brasil

Hy Brazil, de Daniel Jablonski, é uma investigação sobre o erro, o engano e a ilusão. Em um conjunto de cinco obras, Jablonski toma por objeto uma ilha fantasma chamada “Brazil” (ou Hy Bressail, O’Brazil, Bracil, Bracir etc.) muito antes da descoberta das Américas. Situada próxima à costa da Irlanda, a Ilha do Brasil esteve presente em praticamente todos os mapas náuticos de 1325 a 1870, até ser finalmente descartada pela cartografia moderna. Nesse meio tempo, ocupou um lugar privilegiado no imaginário da era das navegações – na literatura, na escolástica, na mitologia e mesmo na ufologia – como um lugar maravilhoso, porém inalcançável.

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Cartography of deception: Hy Brazil, by Daniel Jablonski

abril 16, 2020 | Daniel Jablonski, English

Hy Brazil, by Daniel Jablonski: a set of works about a ghost, a fiction, a myth and an error, The Isle of Brazil.

Hy Brazil is an investigation about error, deception, delusion. In a set of five works, Brazilian artist Daniel Jablonski takes as its object a ghost island called “Brazil” (or Hy Bressail, O’Brazil, Bracil, Bracir etc.) long before the discovery of America. Usually located close to the coast of Ireland, it was virtually present in all nautical maps, from 1325 to 1870, until it was finally discarded by modern cartography. In the meantime, the isle of Brazil has occupied a privileged place in the imagination of the Age of Exploration and beyond – in literature, scholasticism, mythology and even ufology – as a wonderful but unreachable place.

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Por Um Fio: a imagem da travessia, de Helena Martins-Costa

abril 11, 2020 | Crítica, ensaio, Helena Martins-Costa

Videoinstalação Por Um Fio, de Helena Martins-Costa: travessia sob tensão

A vertigem provocada pelo ato de caminhar por um fio. A ideia da série Por Um Fio, de Helena Martins Costa, é extemporânea e universal, e ao mesmo tempo pungentemente atual. Evocando o risco, a beleza e a fé na capacidade humana de seguir sua travessia, Por Um Fio trabalha o limite, a situação extrema, onde um frágil equilíbrio sustenta algo que está à beira do abismo. A série compreende um conjunto de oito imagens fotográficas e uma vídeo-instalação.

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Fechamento temporário

março 18, 2020 | Notícias

** EM UM ESFORÇO para ajudar a conter a disseminação do coronavírus e priorizar a segurança de nossa equipe, artistas, visitantes e vizinhos, fecharemos temporariamente a galeria para o público em geral.

Suspenderemos, por enquanto, a abertura da mostra Organismo, de Ricardo Siri, anteriormente prevista para 19/03. Nas próximas semanas, receberemos visitantes apenas com hora marcada e iremos intensificar nossa conexão on-line nos meios digitais.

Acreditamos que a arte tem um papel inspirador e de fortalecimento dos laços comunitários e culturais, e que iremos todos emergir mais fortes e solidários após essa crise.

“Organismo”: sopro e expressão, na individual de Ricardo Siri

março 2, 2020 | Exposições, Ricardo Siri

Ricardo Siri, Casulo 02 (2020), concha e campana de trompete 40 x 13 x 9 cm

Hélio Oiticica queria que a obra de arte nascesse “apenas de um toque na matéria”, a partir de um sopro que a transforma em expressão: “um sopro interior, de plenitude cósmica”.

A plenos pulmões se manifesta a produção recente de Ricardo Siri, artista carioca que inaugura a individual Organismo, dia 19 de março, na Janaina Torres Galeria, em São Paulo.

Matéria e expressão ganham, com a mostra, uma plenitude inaudita no trabalho do artista. Nas obras de Organismo – esculturas, assemblages e um “ninho habitável”, feito de galhos de árvore, barro e som -, ecoam os gestos e registros do viver e do fazer artístico de Siri, em consonância e tensão com o momento da arte e do mundo atual.

Veja: obras de Organismo
Veja: página do artista

Ricardo Siri, War 2 (2020), Colmeia e cera de abelhas, 46 x 17 x 2.5 cm

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Announcing the representation of Ricardo Siri

março 1, 2020 | English, News, etc, Ricardo Siri

Ricardo Siri holds Casulo 01, sculpture made of clay, wax, bees’ nest, chicken feathers and branches

Sonic and visual artist, who lives and works in Rio de Janeiro, explores sound, objects and organic materials and makes his individual debut on March 19

São Paulo – Janaina Torres Galeria is pleased to announce the representation of Ricardo Siri (1974, RJ), a sonic and visual artist, whose work moves between sculpture, performance, installation, photography and video. The artist, who lives and works in the neighbourhood of Santa Teresa, in Rio de Janeiro, will debut his solo show at Janaina Torres Galeria on March 19.

Heir to an aesthetic that brings together elements ranging from surrealism to neoconcretism and immersive art, Siri is the creator of a poetics that unites art and life, where sounds and objects encompass concept, form and experience.

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Nova representação: Ricardo Siri na Janaina Torres Galeria

fevereiro 16, 2020 | Notícias, Ricardo Siri

Ricardo Siri segura Casulo 01, escultura feita de barro, cera, ninho de abelhas, penas de galinha e galhos

A Janaina Torres Galeria anuncia com prazer a representação de Ricardo Siri (1974, RJ), artista sonoro e visual, cujo trabalho transita entre a escultura, performance, instalação, fotografia e vídeo. O artista, que vive e trabalha no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, estréia sua individual na Janaina Torres Galeria em 19 de março.

Artista múltiplo, herdeiro de uma estética que reúne elementos que vão do surrealismo ao neoconcretismo e arte imersiva, Siri é artífice de uma poética que une arte e vida, onde sons e objetos incorporam conceito, forma, experiência e sonoridade.

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Ricardo Siri: Instrumentos, formas, escalas, esculturas, escutas variáveis, palavras

fevereiro 15, 2020 | Crítica, ensaio, Ricardo Siri

O artista sonoro e visual Ricardo Siri

Por Ricardo Resende *

Para Walter Smetak, executar música é uma forma de loucura. **

Siri, apelido da época do colégio, músico que sempre estudou música, vive a música desde sempre. Trabalhou com música desde quando, ainda criança, tocava e tirava sons de latas. Qualquer uma que caísse em suas mãos se transformava em algo possível de extrair som.

A sua inteligência de inventar paisagens sonoras vem daí, dessa ludicidade de criança em criar com tudo que lhe despertasse a curiosidade provocada por qualquer som ou ritmo: a pronúncia das palavras, os sons emitidos pelos homens, pelos animais e dos elementos naturais do mundo, como a água e o vento no farfalhar das folhas das árvores e do mato.

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Daniel Jablonski: temática artística “em plena ebulição”

fevereiro 5, 2020 | Daniel Jablonski, Notícias

Daniel Jablonski: work in progress, residência na Fonderie Darling, em Montreal, no Canadá.

Daniel Jablonski está entre os 20 artistas para ficar de olho em 2020, pois “refletem temáticas artísticas em plena ebulição”, segundo pesquisa da SPArte, feita entre críticos e curadores. Apresentaremos um corpo de trabalhos inéditos do artista em stand solo na 16a edição da feira de arte de São Paulo, em abril, com curadoria de Alexia Tala.

Leia texto da SP-Arte sobre a escolha aqui.

O artista, que no momento faz residência na Fonderie Darling, em Montreal, no Canadá, é também destaque na revista internacional Ocula (leia aqui). “Suas obras são projetos de longo prazo, de formatos tão variados quanto palestras ou grandes instalações, que testam os limites da metodologia de pesquisa no dia a dia do artista, a fim de pensar livremente sobre questões estruturantes da vida em sociedade, da política e também dos afetos”, define a SP-Arte, justificando a escolha.

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Noites em Claro: o desafio ao tempo de Feco Hamburger

janeiro 23, 2020 | Crítica, ensaio, Exposições, Feco Hamburger

Obras da série Noites em Claro, de Feco Hamburger, que integram o acervo da Biblioteca Nacional da França

Noites em Claro, série de fotografias de Feco Hamburger, acaba de ter trabalhos incorporados à recém-inaugurada coleção de fotografia brasileira da Biblioteca Nacional da França (BnF). A coleção contempla trabalhos de fotógrafos como Sebastião Salgado, Miguel Rio Branco e Geraldo de Barros. Em um total de 40 fotografias, de raro impacto visual, Noites em Claro capta, em registros de longa exposição, o acúmulo da luz existente, mas não visível aos nossos olhos, em um único fotograma, imprimindo na película o registro do tempo – diferentemente do olhar humano, que registra senão instantâneos.

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ArtNexus: Andrey Zignnatto

janeiro 18, 2020 | Andrey Zignnatto, Crítica, ensaio, Exposições, Na mídia

Andrey Zignnatto, Fenda #2, 2018, Pigmento sobre papel de algodão, 55 x 70 cm

Xenia Bergman *

Desde o final do século passado, a arte não mais opera como uma janela para o mundo ou como reflexão de uma perspectiva emancipatória, mas como estratégia. No mundo contemporâneo, toda obra de arte – seja um objeto individual ou a exibição de um todo unitário – aponta para uma consciência histórica, um campo de batalha onde obras e espectadores são convidados para um jogo (de linguagem) cujas regras correntes, e a maneira em que elas são implementadas, são revisadas antecipadamente. Diante dessa perrrogativa, e entre os muitos receptores da mais recente exposição proposta por Andrey Zignnatto, na Janaina Torres Galeria, podemos nos perguntar: que mecanismos são ativados nessa exibição? Como ser um bom contribuinte?

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ARTE E CONVÍVIO, NOSSOS VOTOS PARA 2020

dezembro 18, 2019 | Notícias

Andrey Zignnatto, Sobre a Pele #8 (2019), Perez Art Museum Collection

ARTE E CONVÍVIO em 2020 são os nossos votos para amigos, artistas, colecionadores e amantes da arte. Estaremos em férias de 21 de dezembro a 5 de janeiro, reabrindo dia 6. Boas festas!

ART AND COEXISTENCE in 2020 are our wishes to friends, artists, collectors and art lovers. We will be on vacation from December 21, 2019 to January 5, 2020, reopening on 6. Happy Holidays!

A Noite dos Tempos, por Diógenes Moura

dezembro 1, 2019 | Crítica, ensaio, Exposições, Feco Hamburger

Fotografia da série Noites em Claro, de Feco Hamburger, em mostra na Pinacoteca do Estado, em São Paulo

Diógenes Moura

A ciência na busca de uma ação precisa na fotografia de Feco Hamburger é a de virar a noite pelo avesso, num desafio “irracional” de aproximar-se da natureza do tempo e, com isso, juntá-la à natureza do homem, para falar de um sistema comum aos dois, através de imagens noturnas de longa exposição. A partir desse sentido ele traz para fora do diafragma o “dia” que lá dentro a luz invisível a olhos nus revela, fotograma por fotograma. O resultado são imagens com intensa poesia, vindas de um mundo em silêncio; vindas das fases da lua que invocam noites “de sol” em paisagens bucólicas; vindas de uma geografia que recorta sistemas impensáveis; vindas de tensas metáforas em seus riscos de neon que tanto percebem a velocidade da imagem buscando a velocidade da luz, no meio da cidade adormecida.

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Preview: Janaina Torres Galeria na Pinta Miami 2019

novembro 27, 2019 | Andrey Zignnatto, Feco Hamburger, Sandra Mazzini, Stephan Doitschinoff

Anunciamos com prazer nossa participação na Pinta Miami 2019. Estaremos presentes com obras de Andrey Zignnatto, Feco Hamburger, Sandra Mazzini e Stephan Doitschinoff.

Andrey Zignnatto, Sem título ( da série Guilhotina ), 2019, Fatias de tijolos cerâmicos, cabo de aço de guilhotina, 120 x 50 x 20 cm

 

Andrey Zignnatto, Sem título ( da Série Manta ), Mini cobogó cerâmico, cimento, massa epoxi, ferro e cabo de aço, 2019, 70 x 60 x 12 cm

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Feco Hamburger e o tempo longo, por Tadeu Chiarelli

novembro 23, 2019 | Crítica, ensaio, Feco Hamburger

Noites em Claro, exposição de fotografias de Feco Hamburger na Pinacoteca do Estado

Tadeu Chiarelli

Em 2004, na individual que apresentou na Pinacoteca do Estado, intitulada “Noites em claro”, Feco Hamburger mostrou uma série de fotografias em que a questão central era o “tempo longo” dos astros celestiais, captados por meio de tomadas de longa exposição. Outra questão primordial nas fotos então exibidas – e que tanto surpreendeu e encantou o artista – foi a presença de uma luz misteriosa nas fotos, muito embora todas tivessem sido realizadas durante a noite.

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Feco Hamburger: “Eu vi um eclipse lunar durante o Kuarup, no Alto Xingu”

outubro 2, 2019 | Feco Hamburger, Notícias

Criador de universos paralelos, construídos, via de regra, a partir da fotografia, Feco Hamburger sente-se igualmente à vontade, em sua inquietude, em registros documentais.  Exemplo disso é a série de fotografias sobre a cerimônia do Kuarup, que Feco registrou durante uma expedição às aldeias Aldeia Kamaiurá, Yawalapiti e Amaru, em 2018, no Alto Xingu. Surpreendido por um eclipse lunar durante a cerimônia, Feco enxergou ali uma ponte entre o movimento do mundo, rituais ancestrais e os desafios atuais do que chamamos civilização. “O eclipse poderia ser apenas  uma evidência de que a Terra é redonda. Hoje, eu diria que o eclipse estava sinalizando os tempos sombrios que temos que enfrentar”, diz o artista, que detalha mais sobre essa experiência na entrevista a seguir.

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Preview: Janaina Torres Galeria na ArtRio 2019

setembro 9, 2019 | Andrey Zignnatto, Heleno Bernardi, Kika Levy, Luciana Magno, Stephan Doitschinoff

Anunciamos com prazer nossa participação na ArtRio 2019. Estaremos presentes com obras de Andrey Zignnatto, Heleno Bernardi, Kika Levy, Luciana Magno, Sandra Mazzini e Stephan Doitschinoff.

Andrey Zignnatto, Sem título #2, 2019, Bloco cerâmico, 60 x 60 x 20 cm

 

Andrey Zignnatto, Sem título ( da Série Guilhotina ), 2019, Fatias de tijolos cerâmicos e cabo de aço de guilhotina, 120 x 50 x 20 cm

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Um corpo na Amazônia: o tempo de Luciana Magno

agosto 21, 2019 | Crítica, ensaio, Feiras, Luciana Magno

Luciana Magno, Sem título (da Série Orgânicos), 2014, Pigmento sobre papel de algodão, 80 x 120 cm

Por Ubiratan Muarrek *

Se é verdade que, na arte, o tempo está sempre à espreita, podemos dizer que chegou a plenitude da hora do trabalho de Luciana Magno.

A Amazônia arde, o Brasil e o mundo derretem-se em conflitos, o clima entra em estado de selvageria e o movimento adverso global é sentido na pele por vastos segmentos de populações.

A geografia, a natureza, a cultura e o corpo, elementos centrais da obra dessa jovem artista paraense, retratam e refletem um estado de coisas que, partindo do elemento local – a floresta -, amplifica-se para as audiências – e consciências – de todo o planeta.

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Psicoativos, cultura e transcendência na arte de Stephan Doitschinoff

agosto 6, 2019 | Exposições, Notícias, Stephan Doitschinoff

Escultura que integra a instalação Interventu-Visão Remota: Morning Glory, relevo sobre livro de parafina

Uma reflexão cultural e estética sobre o papel e a influência de elementos psicoativos na cultura humana é traço marcante do trabalho de Stephan Doitschinoff. Obras que abordam essa temática poderão ser vistas na individual Estaremos Aqui Para Sempre, que a Janaina Torres Galeria exibe de 14 de agosto a 05 de outubro, em São Paulo.

Na instalação Interventu – Visão Remota, por exemplo, que integra a exposição, Ayahuasca, o cogumelo Psilocibe cubensis, o cactos Peyote (Lophophora williamsii) e a planta Morning Glory (Ipomoea) são esculpidos em parafina, como relevo de livros abertos e palmas da mão – uma alusão às origens milenares da relação entre psicoativos e os seres humanos, e também à presença intrínseca desses e outros elementos no cotidiano ainda  hoje, embora privados de aceitação institucional.

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Preview: Janaina Torres Galeria na SP-Foto 2019

agosto 3, 2019 | Feco Hamburger, Kitty Paranaguá, Luciana Magno, Pedro David

Anunciamos com prazer nossa participação na SP-Foto 2019, a maior feira de arte fotográfica da América Latina. Estaremos presentes com obras de Alex Sandro, Feco Hamburger, Kitty Paranaguá, Jordi Burch, Luciana Magno e Pedro David.

Kitty Paranaguá, Pequenas Infâmias I (da Série Pequenas Infâmias), 2013, Pigmento sobre papel de algodão, 100 x 75 cm

 

Kitty Paranaguá, Sem título (da Série Lavando a Alma), 2014, Pigmento sobre papel de algodão, 60 x 80 cm

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Pequenos Vestígios de Melancolia, na Funarte, em São Paulo

agosto 3, 2019 | Andrey Zignnatto, Crítica, ensaio, Daniel Jablonski, Exposições, Kitty Paranaguá, Pablo Ferretti

Andrey Zignnatto, Sem título (da Série Empilhamento), 2016, Tijolo baiano cerâmico amassado e empilhado sobre carrinho de mão, 70 x 55 x 130 cm

Por Cadu Gonçalves

Nos deparamos ao longo da história da arte com imagens que, de alguma maneira, perpassam os nossos sentidos e muitas vezes não conseguimos descrever. Como as imagens noturnas de seres solitários em bares e cafés de Edward Hopper ou os olhares perdidos e longínquos presentes em pinturas de Lucian Freud; imagens de paisagens melancólicas, resíduos ou ruínas, espaços deixados por uma ocupação recente ou distante cronologicamente, nos colocam como um narrador sem palavras do que aconteceu ali.

O recorte de Pequenos Vestígios de Melancolia, coletiva que ocupa as paredes da Funarte, em São Paulo,  compreende o trabalho de seis artistas, cujas obras de certo modo se valem de experiências residuais, seja na observação, seja na matéria. E esses vestígios, de alguma maneira, se mesclam ao entorno deste prédio, ao interior desta sala, que passam por um lento processo de abandono, um lugar em que as celebrações são também carregadas pelo peso da incerteza e da dúvida de seu prosseguimento.

Daniel Jablonski, Pergunte a seus vizinhos [São Paulo], 2016, Pigmento sobre papel de algodão, 66,5 x 100 cm

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O enigma artístico de Stephan Doitschinoff, por Daniel Rangel

agosto 3, 2019 | Crítica, ensaio, Exposições, Stephan Doitschinoff

Stephan Doitschinoff, Homem Apropriado, 2018, Grafite sobre papel, 122 x 75 cm (detalhe)

Por Daniel Rangel *

A trajetória artística de Stephan Doitschinoff, marcada por profundas imersões cíclicas, está vinculada às experiências pessoais vividas desde sua infância. Uma obra com influências formais da pop art e do surrealismo, que é estruturada por um vocabulário singular.

Stephan recorre a um léxico iconográfico particular inspirado em símbolos históricos, religiosos, políticos, filosóficos e ambientais, para conceber desenhos, pinturas, esculturas e instalações. Uma escrita visual carregada de significados criptografados por meio de uma literatura imagética fantástica acerca da contemporaneidade.

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Estaremos Aqui Para Sempre: individual de Stephan Doitschinoff

julho 13, 2019 | Exposições, Notícias, Stephan Doitschinoff

Stephan Doitschinoff, As Virtudes da Idolatria, 2018, Acrílica sobre tela, 231x194cm

Reflexões acerca de temas polêmicos e tão caros ao mundo atual, como colonialismo, democracia, pós-verdade e o papel das plantas psicoativas na sociedade contemporânea conduzem a obra de Stephan Doitschinoff. Autor de uma arte energética, ele estrutura seu trabalho em um sistema de símbolos autorais de narrativa singular, com desenhos, pinturas, esculturas, vídeos e instalações.

O artista, agora, abre as portas de seu universo onírico e convida o público a adentrá-las por meio da exposição Estaremos Aqui Para Sempre, individual exibida a partir de 14 de agosto, na Janaina Torres Galeria.

Com curadoria de Daniel Rangel, a mostra reúne um conjunto inédito de trabalhos produzidos por Doitschinoff nos últimos cinco anos. São obras que evidenciam sua intensa pesquisa sobre a sociedade contemporânea a partir de ícones e símbolos autorais e ainda elementos advindos de diversas culturas e religiões, como o catolicismo, a umbanda e o xamanismo.

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David Magila: Uma pintura feita de escombros e memórias

julho 1, 2019 | Crítica, ensaio, David Magila, Na mídia, Notícias

David Magila, Frequentes conclusões falsas 39, 2018, Acrílica, spray e lápis sobre tela, 150 x 200 cm

Por Maria Hirszman *

CARACTERÍSTICA MARCANTE da obra de David Magila, a simultaneidade parece ter efeito também sobre seu calendário. Com três exposições inaugurando uma após a outra no mês de maio de 2019, o artista faz uma entrada impactante na cena paulistana. São três espaços diferentes e com vocações distintas, nos quais expõe um leque amplo de trabalhos, quase todos inéditos, que conjuntamente compõem um panorama bastante abrangente das principais questões que o motivam.

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ArtRio 2021 | 5 Anos e Um Percurso

setembro 8, 2021 | ArtRio, Feiras, News, etc, Notícias

Vista Stand ArtRio 2021 (foto: Rafael Salim)

Ao completar, neste ano de 2021, cinco anos de sua abertura, a Janaina Torres Galeria comemora a diversidade e a potência da arte para a 11ª edição da ArtRio.

A nossa mostra se constrói a partir de eixos narrativos, propondo uma aproximação dos artistas representados que, por meio de diferentes expressões, trazem investigações voltadas ao tempo e à memória, aspectos da história humana e social  e do meio ambiente .

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NÚCLEO | videoarte

agosto 5, 2021 | Exposições, News, etc, Notícias, vídeos

 

Vista exposição NÚCLEO (foto: Filipe Berndt)

Acreditando na potência do vídeo como meio de pesquisa e expressão, e sua pertinência no contexto artístico atual, a Janaina Torres Galeria anuncia com prazer NÚCLEO, exposição de videoarte que será inaugurada em 05 de agosto.

A mostra marca o lançamento do NÚCLEO videoarte, projeto de caráter permanente criado em colaboração com as artistas Lucila Meirelles e Márcia Beatriz Granero, e que reúne artistas representados pela galeria que trabalham com esta linguagem.

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Entrevista com a galerista Janaina Torres para a Artsoul

junho 16, 2021 | Entrevista, Na mídia, News, etc

Janaina Torres

Janaina Torres, à frente da Janaina Torres Galeria – imagem cedida pela galerista

Em entrevista com a Artsoul, a galerista Janaina Torres conta como trabalha a carreira dos artistas e como se posiciona no mercado de arte.

Com trajetória jovem, a galeria Janaina Torres já construiu um trabalho sólido em torno de artistas com diferentes linguagens e mídias e tem a missão de aproximar os mais diversos públicos do mundo da arte contemporânea.

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SP-Arte Viewing Room | Bodas de Madeira: um olhar para celebrar os 5 anos de nossa história

junho 8, 2021 | Feiras, News, etc

Ricardo Siri

Ricardo Siri, COCAR 05

Temos o prazer de anunciar nossa participação na SP-Arte Viewing Room, que acontece de 09 a 13 de junho, com o projeto “Bodas de Madeira: um olhar para celebrar os 5 anos de nossa história”.

Dando início ao programa de celebração dos cinco anos da Janaina Torres Galeria, nosso projeto para o viewing room 2021 alinha este momento especial à SP-Arte, uma referência de nossa trajetória e que, tradicionalmente, é o ponto de partida no calendário de eventos relevantes do circuito de arte nacional.

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Os Manus para a exposição Da Natureza das Coisas

maio 8, 2021 | Exposições, Notícias, Os Manus

Os Manus, Abismo, 2021

Os Manus , Abismo, 2021, Fragmentos de ovo, seda, ouro maciço e madeira, 23 x 15 x 12cm (detalhe)

Para a segunda fase “Da Natureza das Coisas”, Os Manus, dupla formada por Daniela Scorza e Caio de Medeiros, apresenta uma série de trabalhos inéditos.

A produção multifacetada da dupla transforma-se agora num inventário de uma Natureza Híbrida(1) e editada. Os trabalhos tridimensionais preenchem o espaço expositivo de diferentes maneiras num diálogo de peças que se relacionam com o chão, paredes e bases. Os insetos e plantas transformam o espaço em casulos, anteparos para o seu crescimento e escondem detalhes que só podem ser revelados com o olhar atento do espectador. 

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Kika Levy para a exposição Da Natureza das Coisas

abril 26, 2021 | Exposições, Kika Levy, Notícias

Kika Levy em seu ateliê

As obras de Kika Levy para a exposição ‘’Da Natureza das Coisas” evidenciam a constituição de uma linguagem artística e atualizam o seu percurso poético.

Por Heloisa Amaral Peixoto

Neste conjunto, a artista apresenta uma série de proposições que operam como inflexões de sua trajetória, às quais se somam agora descobertas cromáticas mais recentes, possibilitando uma experimentação que alcança sutis e surpreendentes desdobramentos.

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Da Natureza das Coisas: o encontro de Kika Levy e Os Manus

abril 24, 2021 | Exposições, Kika Levy, Os Manus

Vista da exposição Da Natureza Das Coisas- Kika Levy e Os Manus

Artistas criam léxicos próprios a partir de leituras da natureza, que se complementam em uma experiência repleta de sutilezas.

Anunciamos com prazer a segunda fase da exposição Da Natureza das Coisas, que promove o encontro de afinidades e diálogos estéticos entre os artistas Kika Levy e a dupla Os Manus (Daniela Scorza e Caio de Medeiros).

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Da Natureza das Coisas: a cerâmica na construção do tridimensional brasileiro

fevereiro 5, 2021 | Andrey Zignnatto, Crítica, ensaio, Exposições, Paula Juchem

Galo, de Paula Juchem

Paula Juchem, Galo (2020), escultura em cerâmica, 54 x ø17cm (detalhe)

Esculturas de Paula Juchem e fotografias de Andrey Zignnatto refletem sobre o papel da cerâmica na arte 

Por Cadu Gonçalves * 

Falar da produção da cerâmica é também falar do desenvolvimento do ser humano e da história da humanidade, nos campos factual, arqueológico e ritualístico. As primeiras peças em argila são datadas de aproximadamente 26. 000 a.C; já o seu estado rígido em cerâmica data de aproximadamente 10.000 a. C. Muitos desses vestígios foram encontrados nos anos 1920, no sítio arqueológico de Dolní Vestonice (República Tcheca), mas também estão presentes em sítios arqueológicos na América do Sul, como o da Pedra Pintada em Roraima, além da Oceania e África.

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Três perguntas para Paula Juchem

janeiro 14, 2021 | Entrevista, Paula Juchem

A artista Paula Juchem, entre as peças da exposição Da Natureza das Coisas, na Janaina Torres Galeria

Uma desenhista que incorporou a cerâmica no seu trabalho para, a partir daí, moldar uma visão de mundo – barroco, assimétrico, excessivo, encantado e encantador –, Paula Juchem criou seu repertório a partir do contato com a água e a natureza, numa infância simples no Rio Grande do Sul. Nesta entrevista, ela fala sobre os 15 anos na Itália, sua paixão pela argila e a experiência de transformar sensações em desenho e forma, como uma espécie de refúgio mental.

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Cerâmicas de Paula Juchem, por Livia Debbané

dezembro 15, 2020 | Crítica, ensaio, Paula Juchem, Sem categoria

Paula Juchem, Polvo, 2020, Cerâmica 12x 23 cm

Livia Debbané

os cacos da vida, colados, formam uma estranha xícara
sem uso
ela nos espia do aparador
poema Cerâmica, de Carlos Drummond de Andrade

A cerâmica é um ofício de regras incontestes, pois seu êxito depende da transformação da matéria por fenômenos químicos, num equilíbrio fino entre os processos. A formação de um ceramista é longa, pressupõe repetição e persistência.

Paula Juchem não se considera ceramista. Trabalhava como ilustradora em Milão quando, em 2007, participou de um workshop em Ravenna, referência da produção cerâmica na Itália. Foi a primeira vez que transportou seus desenhos para a argila. O campo que então se abriu a capturou de imediato.

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Da Natureza das Coisas: mostra traz encontros de afinidades a partir da força expressiva dos materiais

dezembro 14, 2020 | Andrey Zignnatto, Exposições, Notícias, Paula Juchem

Esculturas em cerâmica de Paula Juchem; ao fundo, desenho da artista

EXPOSIÇÃO EM DUAS FASES, DA NATUREZA DAS COISAS PROMOVE “SENSÍVEIS RECRIAÇÕES DA VIDA” E ESTREIA COM DIÁLOGOS ENTRE OS TRABALHOS DE PAULA JUCHEM E ANDREY ZIGNNATTO.

Apresentamos com alegria “Da Natureza das Coisas”, mostra realizada em dois momentos, que promove encontros de afinidades e diálogos estéticos entre os artistas Paula Juchem e Andrey Zignnatto, na estréia, e Os Manus (Daniela Scorza e Caio de Medeiros) e Kika Levy, na segunda fase.

Entre 12 de dezembro e 05 de fevereiro, Paula Juchem e Andrey Zignnatto exibem poéticas construídas a partir da força expressiva do barro, argila e cerâmica, explorados em suportes como a escultura (Paula) e fotografia (Zignnatto). 

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O mundo de sutilezas de Kika Levy, no Artsoul Gravuras 2020

novembro 5, 2020 | Exposições, Kika Levy

Kika Levy, Paisagens com azul, 2016, Gravura em metal, 40 x 30 cm cada

Apresentamos trabalhos de Kika Levy no Artsoul Gravuras 2020, evento online da plataforma Artsoul, a partir desta sexta (06), até 12/11. A artista apresenta gravuras e monotipias, em uma poética que amalgama acaso, delicadeza e precisão. Acesse: www.artsoul.com.br (vendas na própria plataforma).

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Um tempo-lugar que nos chama, nossa proposta para a ArtRio 2020

outubro 8, 2020 | Andrey Zignnatto, Exposições, Notícias, Ricardo Siri, Sandra Mazzini

Alicerce, de Andrey Zignnatto: projeto/instalação para área externa, que será exibido em vídeo na ArtRio 2020

Apresentamos com alegria, na ArtRio 2020, “Um tempo-lugar que nos chama”, proposta curatorial com trabalhos dos artistas Andrey Zignnatto, Ricardo Siri e Sandra Mazzini, com curadoria de Heloisa Amaral Peixoto. A proposta é composta de pinturas, desenhos, esculturas, objetos e dois projetos/instalações para área externa, que serão apresentados em vídeo.

Sob o tema “Um tempo-lugar que nos chama”, a proposta curatorial constitui em reunir e apresentar um conjunto de trabalhos dos três artistas nos quais o processo criativo denota um certo deslocamento de “tempo” e de “lugar”, em obras que se configuram, logo à primeira vista, em um território próprio e singular.

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Um tempo-lugar que nos chama

outubro 8, 2020 | Andrey Zignnatto, Crítica, ensaio, Ricardo Siri

Alicerce, de Andrey Zignnatto: projeto/instalação para área externa (detalhe)

Projeto curatorial para nossa participação na ArtRio 2020. Por Heloisa Amaral Peixoto.

Simbolicamente, de onde e para qual lugar esse novo tempo nos chama?

Creio ser válida a tentativa de, por um momento, abandonar as noções da história objetiva ou de qualquer convenção da ciência antropológica para, dentre tantos ressignificados atuais, compreender a experiência artística circunscrita nos limites de um “tempo-lugar” indeterminado e, portanto, não classificável, só possível no campo dos sentidos e do simbólico.

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Janaina Torres Galeria at Latitude ArtFair 2020

setembro 25, 2020 | Andrey Zignnatto, Daniel Jablonski, English, Feiras, Heleno Bernardi, Luciana Magno, Sandra Mazzini

Heleno Bernardi, Tudo menos a paisagem I, 2019, acrylic, glaze and spray on canvas, 74 4/5 × 102 9/25 × 2 3/4 in, 188 × 259.1 × 5.1 cm

We gladly announce the works of our artists for Latitude Art Fair, a selection that invites us to a creative reflection on history and identity, starting from a problematic geographical and cultural point and pointing in the direction of other paths and territories, formal, geographical and imagined.

See our booth here.

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Prazer é pensar: sobre a pintura de Heleno Bernardi

setembro 17, 2020 | Crítica, ensaio, Heleno Bernardi

O artista Heleno Bernardi, caminhando entre as telas mais recentes de sua produção: prazer e reflexão

Por Paulo Sergio Duarte

O problema na arte é exatamente este: como sentir prazer e, ao mesmo tempo, pensar sobre o que está vendo, e é a isso que somos submetidos diante das telas de Heleno Bernardi. Sua pintura exibe força e tensão junto com a riqueza cromática. Numa mesma tela podemos apreciar essas qualidades associadas às diferentes direções que atuam como bússolas do olhar. Efetivamente, orientam-nos. O olhar é esticado, tem de estar aqui e ali ao mesmo tempo. Percorre a tela em tempos diferentes, às vezes acelera-se, outras vezes caminha devagar. Estamos diante de um rigoroso e esmerado domínio técnico a serviço de uma poética. Essa prática deriva de um pensamento que domina cada passo à luz de um extenso conhecimento da história da arte moderna e contemporânea e mais: de uma reflexão que afirma o que ele quer e não quer na sua pintura.

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Pedro Moraleida Bernardes na Bienal de Arte Contemporânea de Berlim

setembro 6, 2020 | Pedro Moraleida

Pedro Moraleida, Na Dúvida Consulte; São os Calvários (da série Deleuze, Corpo Sem Órgãos), 1988, acrílica, gouache e colagem sobre papel

Ocupando o salão principal do KW Institute for Contemporary Art, em Berlim, o trabalho de Pedro Moraleida Bernardes (1977-1999) consolida-se como uma das forças da arte contemporânea brasileira e global surgido no final do século passado. Transcrevemos aqui uma análise da obra do artista, feita pela escritora e teórica da cultura Ana Teixeira Pinto e publicada no site da Bienal.

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Pedro David e Kitty Paranaguá na BAphoto 2020

setembro 1, 2020 | Kitty Paranaguá, Pedro David

Pedro David, Mandíbula #27 (Série Terra Vermelha ), 2015/16
Fotografia analógica – pigmento sobre papel revestido de baryta, 120 x 150 cm

Sob o tema Paisagens Alteradas, anunciamos nossa participação na BAphoto, feira de fotografia de Buenos Aires, que acontece online em 2020, de 01 a 15 de setembro. Estamos presentes com obras de Kitty Paranagua e Pedro David.

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SP-Arte Viewing Room: arte e transformação

agosto 22, 2020 | Daniel Jablonski, Exposições, Feco Hamburger, Kika Levy, Luciana Magno, Pablo Ferretti, Ricardo Siri

Daniel Jablonski, Hy Brazil, 2019, letreiro luminoso em neon, 15 x 300 x 3 cm

Sob a inspiração do poema O Anjo, do poeta maranhense Ferreira Gullar (1930-2016), nossa proposta curatorial para o Online Viewing Room da SP-Arte contempla uma vocalização de valores expressivos da arte contemporânea brasileira, em um projeto que tem como eixo a arte e seu potencial transformador.

Apresentamos trabalhos de Daniel Jablonski, Feco Hamburger, Kika Levy, Luciana Magno, Pablo Ferretti e Ricardo Siri.

Confira a  seleção completa de obras (PDF) e nossa programação de eventos paralelos.

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Tua direção é a deriva: uma leitura sobre nosso stand no SP-Arte Viewing Room

agosto 21, 2020 | Crítica, ensaio, Daniel Jablonski, Feco Hamburger, Kika Levy, Pablo Ferretti

Caspar David Friedrich, O Caminhante sobre Mar de Névoa, 1818

Por Cadu Gonçalves

O Caminhante sobre Mar de Névoa, pintura à óleo de Caspar David Friedich de 1818, retrata um homem, de casaco preto e bengala na mão direita, de costas ao observador. Esse homem de identidade oculta está na beira de algo que parece um abismo, não se sabe se é o topo de uma montanha ou uma pedra que avança sobre o mar, só se vê que ele está à beira de algo e que o único caminho é o horizonte, com o imenso céu de referência. A névoa é um mistério sob seus pés e diante dos seus olhos. Essa nuvem perto do chão permite uma experiência de céu; a suspensão de gotículas de água, tornando líquido o vapor, altera rotas de navegação, paralisa o tráfego aéreo e instaura a deriva e a espera, tal e qual a história da orixá Euá, na cultura iorubá, cujo poder ao se transformar em névoa faz cessar a matança dos homens ao tirar deles a capacidade de enxergar com nitidez.

Com o nevoeiro, o olhar força-se a reconhecer a paisagem, que é esmaecida e confusa, mas reconhecível por seu recorte junto ao céu, assim como as gravuras de Kika Levy na série 360º (2019), que são ao navegante perdido a esperança de terra firme. A artista indica a imagem pelo contorno das montanhas, cuja forma feita por recortes em metal carregam a cada impressão o apagamento de sua cor, já que Levy extrai os azuis da tinta até sua inexistência. Ou pelo isolamento da figura, a exemplo de Bunker (2020), onde a imagem é a pele dos abrigos subterrâneos madrilenhos usados durante a Guerra Civil Espanhola; a textura das paredes é indício e imagem.

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P.ART.ILHA #Ação3: condições inéditas para aquisição em julho

julho 14, 2020 | Notícias

Fotografia de Jordi Burch integra a seleção de obras da Janaina Torres Galeria na ação#3 da P.art.ilha

P.ART.ILHA: ação#3: a cada aquisição de obras selecionadas no mês de julho, o colecionador ganha crédito de 50%  para obras de qualquer das galerias participantes

A Janaina Torres Galeria se une a artistas, galerias e agentes culturais de várias cidades do país no projeto p.art.ilha, uma estratégia de fortalecimento do mercado de arte diante da crise do Covid-19, criando também uma rede de apoio à comunidades mais fragilizadas pelo momento. O projeto p.art.ilha busca sinergia com colecionadores privados e institucionais, além de sensibilizar novos públicos para a arte, através de ações coordenadas.

Após o sucesso do projeto nos meses de junho e julho, estamos lançando p.art.ilha: ação#3 do evento ONLINE, com uma ação inédita no mercado: a cada aquisição durante o mês dejulho, o colecionador ganhará um crédito de 50% do valor para novas aquisições de outros artistas de qualquer das galerias participantes.

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Anunciamos a mostra virtual “Organismo”, individual de Ricardo Siri

junho 23, 2020 | Notícias, Ricardo Siri

JANAINA TORRES GALERIA E ARTEREF LANÇAM ONLINE VIEWING ROOM QUE REPRODUZ AMBIENTE FÍSICO EXPOSITIVO E REÚNE IMAGENS, TEXTOS, SONS E TOURS VIRTUAIS

A Janaina Torres Galeria e o portal Arteref anunciam com prazer o online viewing room da mostra Organismo, de Ricardo Siri (1974, RJ), artista sonoro e visual cujo trabalho transita entre a escultura, performance, instalação, fotografia e vídeo.

A mostra Organismo, que ocupa o espaço físico da Janaina Torres Galeria desde 19 de março, temporariamente fechado por conta das medidas de segurança sanitária, ganha versão 3D que oferece na Internet uma experiência de visitação virtual ao público.

Acesse: siri.arteref.com

A iniciativa é resultado de uma parceria da Janaina Torres Galeria com o portal de arte contemporânea Arteref, que desenvolveu o ambiente virtual. Tendo como ponto de partida a mostra física, o online viewing room reproduz o espaço expositivo e cria uma série de itens adicionais.

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Organismo: Siri, transcendental

junho 11, 2020 | Crítica, ensaio, Exposições, Ricardo Siri

Ricardo Siri, Pindorama 02 (2020), colmeia e cera de abelhas, 17 x 46 x 2,5 cm

Por Ubiratan Muarrek

Emergiu do movimento neoconcreto a ideia da obra de arte como “quase corpus” e “organismo vivo” e a retomada das qualidades afetivas, da sensibilidade e da significação existencial e emotiva da arte. Um projeto ambicioso, tendo em vista o domínio de um certo racionalismo no período imediatamente anterior, que “rouba à arte toda a autonomia e substitui as qualidades intransferíveis da obra de arte por noções de objetividade científica” (Manifesto Neoconcreto). Para os neoconcretistas, como Hélio Oiticica e Lygia Clark, tratava-se de dinamitar as noções de tempo-espaço e criar a experiência da arte: a comunhão de matéria, forma, significado, relação e afeto, dando à experiência estética um caráter quase epifânico, a partir do contato entre artista-objeto-espaço-público. A totalidade da experiência de arte proposta pelo movimento não poderia ter outro destino que não fosse a expansão; daí sua forte influência em outras esferas culturais e comportamentais, das quais a música, com o movimento tropicalista, tenha sido, talvez, a mais exemplar.

É a partir dessa trilha que podemos situar uma obra como a do carioca Ricardo Siri que, a partir de uma carreira estabelecida no universo musical, expandiu seu repertório para as artes visuais, na qual incorpora elementos sonoros, performances e imersões. Siri atualiza certos pressupostos neoconcretos de um todo orgânico para a experiência da arte, em uma abordagem espacial e temporal que une artista-obra-espaço-ambiente-espectador.

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P.ART.ILHA #Ação2: condições especiais para aquisição em junho

junho 8, 2020 | Notícias

P.ART.ILHA: ação#2: a cada aquisição de obras selecionadas no mês de maio, o colecionador ganha crédito de 75%  para obras da mesma galeria

A Janaina Torres Galeria se une a artistas, galerias e agentes culturais de várias cidades do país no projeto p.art.ilha, uma estratégia de fortalecimento do mercado de arte diante da crise do Covid-19, criando também uma rede de apoio à comunidades mais fragilizadas pelo momento. O projeto p.art.ilha busca sinergia com colecionadores privados e institucionais, além de sensibilizar novos públicos para a arte, através de ações coordenadas.

Após a movimentação do lançamento, em maio, estamos lançando p.art.ilha: ação#2 do evento ONLINE, em que uma criteriosa seleção de obras está à venda com condições muito especiais: a cada aquisição durante o mês de junho, o colecionador ganhará um crédito de 75% do valor para novas aquisições de outros artistas da mesma galeria.

Janaina Torres Galeria na ação#2 p.art.ilha: veja seleção de obras aqui (pdf)

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Janaina Torres Galeria no projeto P.ART.ILHA: sinergia pela arte

abril 29, 2020 | Notícias

p.art.ilha: ação#1: a cada aquisição de obras selecionadas no mês de maio, o colecionador ganha crédito de igual valor para obras da mesma galeria

A Janaina Torres Galeria se une a artistas, galerias e agentes culturais de várias cidades do país no projeto p.art.ilha, uma estratégia de fortalecimento do mercado de arte diante da crise do Covid-19, criando também uma rede de apoio à comunidades mais fragilizadas pelo momento. O projeto p.art.ilha busca sinergia com colecionadores privados e institucionais, além de sensibilizar novos públicos para a arte, através de ações coordenadas.

Estamos lançando p.art.ilha: ação#1, primeira iniciativa do grupo, evento ONLINE em que uma criteriosa seleção de obras está à venda com condições muito especiais: a cada aquisição durante o mês de maio, o colecionador ganhará um crédito de igual valor para novas aquisições de outros artistas da mesma galeria.

Janaina Torres Galeria na ação#1 p.art.ilha: veja seleção de obras aqui (pdf)

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Hy Brazil, de Daniel Jablonski: a cartografia do engano

abril 17, 2020 | Daniel Jablonski

Hy Brazil, de Daniel Jablonski: conjunto de trabalhos sobre um fantasma, uma ficção, um mito e um erro, a Ilha do Brasil

Hy Brazil, de Daniel Jablonski, é uma investigação sobre o erro, o engano e a ilusão. Em um conjunto de cinco obras, Jablonski toma por objeto uma ilha fantasma chamada “Brazil” (ou Hy Bressail, O’Brazil, Bracil, Bracir etc.) muito antes da descoberta das Américas. Situada próxima à costa da Irlanda, a Ilha do Brasil esteve presente em praticamente todos os mapas náuticos de 1325 a 1870, até ser finalmente descartada pela cartografia moderna. Nesse meio tempo, ocupou um lugar privilegiado no imaginário da era das navegações – na literatura, na escolástica, na mitologia e mesmo na ufologia – como um lugar maravilhoso, porém inalcançável.

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Cartography of deception: Hy Brazil, by Daniel Jablonski

abril 16, 2020 | Daniel Jablonski, English

Hy Brazil, by Daniel Jablonski: a set of works about a ghost, a fiction, a myth and an error, The Isle of Brazil.

Hy Brazil is an investigation about error, deception, delusion. In a set of five works, Brazilian artist Daniel Jablonski takes as its object a ghost island called “Brazil” (or Hy Bressail, O’Brazil, Bracil, Bracir etc.) long before the discovery of America. Usually located close to the coast of Ireland, it was virtually present in all nautical maps, from 1325 to 1870, until it was finally discarded by modern cartography. In the meantime, the isle of Brazil has occupied a privileged place in the imagination of the Age of Exploration and beyond – in literature, scholasticism, mythology and even ufology – as a wonderful but unreachable place.

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Por Um Fio: a imagem da travessia, de Helena Martins-Costa

abril 11, 2020 | Crítica, ensaio, Helena Martins-Costa

Videoinstalação Por Um Fio, de Helena Martins-Costa: travessia sob tensão

A vertigem provocada pelo ato de caminhar por um fio. A ideia da série Por Um Fio, de Helena Martins Costa, é extemporânea e universal, e ao mesmo tempo pungentemente atual. Evocando o risco, a beleza e a fé na capacidade humana de seguir sua travessia, Por Um Fio trabalha o limite, a situação extrema, onde um frágil equilíbrio sustenta algo que está à beira do abismo. A série compreende um conjunto de oito imagens fotográficas e uma vídeo-instalação.

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Fechamento temporário

março 18, 2020 | Notícias

** EM UM ESFORÇO para ajudar a conter a disseminação do coronavírus e priorizar a segurança de nossa equipe, artistas, visitantes e vizinhos, fecharemos temporariamente a galeria para o público em geral.

Suspenderemos, por enquanto, a abertura da mostra Organismo, de Ricardo Siri, anteriormente prevista para 19/03. Nas próximas semanas, receberemos visitantes apenas com hora marcada e iremos intensificar nossa conexão on-line nos meios digitais.

Acreditamos que a arte tem um papel inspirador e de fortalecimento dos laços comunitários e culturais, e que iremos todos emergir mais fortes e solidários após essa crise.

“Organismo”: sopro e expressão, na individual de Ricardo Siri

março 2, 2020 | Exposições, Ricardo Siri

Ricardo Siri, Casulo 02 (2020), concha e campana de trompete 40 x 13 x 9 cm

Hélio Oiticica queria que a obra de arte nascesse “apenas de um toque na matéria”, a partir de um sopro que a transforma em expressão: “um sopro interior, de plenitude cósmica”.

A plenos pulmões se manifesta a produção recente de Ricardo Siri, artista carioca que inaugura a individual Organismo, dia 19 de março, na Janaina Torres Galeria, em São Paulo.

Matéria e expressão ganham, com a mostra, uma plenitude inaudita no trabalho do artista. Nas obras de Organismo – esculturas, assemblages e um “ninho habitável”, feito de galhos de árvore, barro e som -, ecoam os gestos e registros do viver e do fazer artístico de Siri, em consonância e tensão com o momento da arte e do mundo atual.

Veja: obras de Organismo
Veja: página do artista

Ricardo Siri, War 2 (2020), Colmeia e cera de abelhas, 46 x 17 x 2.5 cm

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Announcing the representation of Ricardo Siri

março 1, 2020 | English, News, etc, Ricardo Siri

Ricardo Siri holds Casulo 01, sculpture made of clay, wax, bees’ nest, chicken feathers and branches

Sonic and visual artist, who lives and works in Rio de Janeiro, explores sound, objects and organic materials and makes his individual debut on March 19

São Paulo – Janaina Torres Galeria is pleased to announce the representation of Ricardo Siri (1974, RJ), a sonic and visual artist, whose work moves between sculpture, performance, installation, photography and video. The artist, who lives and works in the neighbourhood of Santa Teresa, in Rio de Janeiro, will debut his solo show at Janaina Torres Galeria on March 19.

Heir to an aesthetic that brings together elements ranging from surrealism to neoconcretism and immersive art, Siri is the creator of a poetics that unites art and life, where sounds and objects encompass concept, form and experience.

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Nova representação: Ricardo Siri na Janaina Torres Galeria

fevereiro 16, 2020 | Notícias, Ricardo Siri

Ricardo Siri segura Casulo 01, escultura feita de barro, cera, ninho de abelhas, penas de galinha e galhos

A Janaina Torres Galeria anuncia com prazer a representação de Ricardo Siri (1974, RJ), artista sonoro e visual, cujo trabalho transita entre a escultura, performance, instalação, fotografia e vídeo. O artista, que vive e trabalha no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, estréia sua individual na Janaina Torres Galeria em 19 de março.

Artista múltiplo, herdeiro de uma estética que reúne elementos que vão do surrealismo ao neoconcretismo e arte imersiva, Siri é artífice de uma poética que une arte e vida, onde sons e objetos incorporam conceito, forma, experiência e sonoridade.

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Ricardo Siri: Instrumentos, formas, escalas, esculturas, escutas variáveis, palavras

fevereiro 15, 2020 | Crítica, ensaio, Ricardo Siri

O artista sonoro e visual Ricardo Siri

Por Ricardo Resende *

Para Walter Smetak, executar música é uma forma de loucura. **

Siri, apelido da época do colégio, músico que sempre estudou música, vive a música desde sempre. Trabalhou com música desde quando, ainda criança, tocava e tirava sons de latas. Qualquer uma que caísse em suas mãos se transformava em algo possível de extrair som.

A sua inteligência de inventar paisagens sonoras vem daí, dessa ludicidade de criança em criar com tudo que lhe despertasse a curiosidade provocada por qualquer som ou ritmo: a pronúncia das palavras, os sons emitidos pelos homens, pelos animais e dos elementos naturais do mundo, como a água e o vento no farfalhar das folhas das árvores e do mato.

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Daniel Jablonski: temática artística “em plena ebulição”

fevereiro 5, 2020 | Daniel Jablonski, Notícias

Daniel Jablonski: work in progress, residência na Fonderie Darling, em Montreal, no Canadá.

Daniel Jablonski está entre os 20 artistas para ficar de olho em 2020, pois “refletem temáticas artísticas em plena ebulição”, segundo pesquisa da SPArte, feita entre críticos e curadores. Apresentaremos um corpo de trabalhos inéditos do artista em stand solo na 16a edição da feira de arte de São Paulo, em abril, com curadoria de Alexia Tala.

Leia texto da SP-Arte sobre a escolha aqui.

O artista, que no momento faz residência na Fonderie Darling, em Montreal, no Canadá, é também destaque na revista internacional Ocula (leia aqui). “Suas obras são projetos de longo prazo, de formatos tão variados quanto palestras ou grandes instalações, que testam os limites da metodologia de pesquisa no dia a dia do artista, a fim de pensar livremente sobre questões estruturantes da vida em sociedade, da política e também dos afetos”, define a SP-Arte, justificando a escolha.

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Noites em Claro: o desafio ao tempo de Feco Hamburger

janeiro 23, 2020 | Crítica, ensaio, Exposições, Feco Hamburger

Obras da série Noites em Claro, de Feco Hamburger, que integram o acervo da Biblioteca Nacional da França

Noites em Claro, série de fotografias de Feco Hamburger, acaba de ter trabalhos incorporados à recém-inaugurada coleção de fotografia brasileira da Biblioteca Nacional da França (BnF). A coleção contempla trabalhos de fotógrafos como Sebastião Salgado, Miguel Rio Branco e Geraldo de Barros. Em um total de 40 fotografias, de raro impacto visual, Noites em Claro capta, em registros de longa exposição, o acúmulo da luz existente, mas não visível aos nossos olhos, em um único fotograma, imprimindo na película o registro do tempo – diferentemente do olhar humano, que registra senão instantâneos.

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ArtNexus: Andrey Zignnatto

janeiro 18, 2020 | Andrey Zignnatto, Crítica, ensaio, Exposições, Na mídia

Andrey Zignnatto, Fenda #2, 2018, Pigmento sobre papel de algodão, 55 x 70 cm

Xenia Bergman *

Desde o final do século passado, a arte não mais opera como uma janela para o mundo ou como reflexão de uma perspectiva emancipatória, mas como estratégia. No mundo contemporâneo, toda obra de arte – seja um objeto individual ou a exibição de um todo unitário – aponta para uma consciência histórica, um campo de batalha onde obras e espectadores são convidados para um jogo (de linguagem) cujas regras correntes, e a maneira em que elas são implementadas, são revisadas antecipadamente. Diante dessa perrrogativa, e entre os muitos receptores da mais recente exposição proposta por Andrey Zignnatto, na Janaina Torres Galeria, podemos nos perguntar: que mecanismos são ativados nessa exibição? Como ser um bom contribuinte?

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ARTE E CONVÍVIO, NOSSOS VOTOS PARA 2020

dezembro 18, 2019 | Notícias

Andrey Zignnatto, Sobre a Pele #8 (2019), Perez Art Museum Collection

ARTE E CONVÍVIO em 2020 são os nossos votos para amigos, artistas, colecionadores e amantes da arte. Estaremos em férias de 21 de dezembro a 5 de janeiro, reabrindo dia 6. Boas festas!

ART AND COEXISTENCE in 2020 are our wishes to friends, artists, collectors and art lovers. We will be on vacation from December 21, 2019 to January 5, 2020, reopening on 6. Happy Holidays!

A Noite dos Tempos, por Diógenes Moura

dezembro 1, 2019 | Crítica, ensaio, Exposições, Feco Hamburger

Fotografia da série Noites em Claro, de Feco Hamburger, em mostra na Pinacoteca do Estado, em São Paulo

Diógenes Moura

A ciência na busca de uma ação precisa na fotografia de Feco Hamburger é a de virar a noite pelo avesso, num desafio “irracional” de aproximar-se da natureza do tempo e, com isso, juntá-la à natureza do homem, para falar de um sistema comum aos dois, através de imagens noturnas de longa exposição. A partir desse sentido ele traz para fora do diafragma o “dia” que lá dentro a luz invisível a olhos nus revela, fotograma por fotograma. O resultado são imagens com intensa poesia, vindas de um mundo em silêncio; vindas das fases da lua que invocam noites “de sol” em paisagens bucólicas; vindas de uma geografia que recorta sistemas impensáveis; vindas de tensas metáforas em seus riscos de neon que tanto percebem a velocidade da imagem buscando a velocidade da luz, no meio da cidade adormecida.

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Preview: Janaina Torres Galeria na Pinta Miami 2019

novembro 27, 2019 | Andrey Zignnatto, Feco Hamburger, Sandra Mazzini, Stephan Doitschinoff

Anunciamos com prazer nossa participação na Pinta Miami 2019. Estaremos presentes com obras de Andrey Zignnatto, Feco Hamburger, Sandra Mazzini e Stephan Doitschinoff.

Andrey Zignnatto, Sem título ( da série Guilhotina ), 2019, Fatias de tijolos cerâmicos, cabo de aço de guilhotina, 120 x 50 x 20 cm

 

Andrey Zignnatto, Sem título ( da Série Manta ), Mini cobogó cerâmico, cimento, massa epoxi, ferro e cabo de aço, 2019, 70 x 60 x 12 cm

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Feco Hamburger e o tempo longo, por Tadeu Chiarelli

novembro 23, 2019 | Crítica, ensaio, Feco Hamburger

Noites em Claro, exposição de fotografias de Feco Hamburger na Pinacoteca do Estado

Tadeu Chiarelli

Em 2004, na individual que apresentou na Pinacoteca do Estado, intitulada “Noites em claro”, Feco Hamburger mostrou uma série de fotografias em que a questão central era o “tempo longo” dos astros celestiais, captados por meio de tomadas de longa exposição. Outra questão primordial nas fotos então exibidas – e que tanto surpreendeu e encantou o artista – foi a presença de uma luz misteriosa nas fotos, muito embora todas tivessem sido realizadas durante a noite.

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Feco Hamburger: “Eu vi um eclipse lunar durante o Kuarup, no Alto Xingu”

outubro 2, 2019 | Feco Hamburger, Notícias

Criador de universos paralelos, construídos, via de regra, a partir da fotografia, Feco Hamburger sente-se igualmente à vontade, em sua inquietude, em registros documentais.  Exemplo disso é a série de fotografias sobre a cerimônia do Kuarup, que Feco registrou durante uma expedição às aldeias Aldeia Kamaiurá, Yawalapiti e Amaru, em 2018, no Alto Xingu. Surpreendido por um eclipse lunar durante a cerimônia, Feco enxergou ali uma ponte entre o movimento do mundo, rituais ancestrais e os desafios atuais do que chamamos civilização. “O eclipse poderia ser apenas  uma evidência de que a Terra é redonda. Hoje, eu diria que o eclipse estava sinalizando os tempos sombrios que temos que enfrentar”, diz o artista, que detalha mais sobre essa experiência na entrevista a seguir.

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Preview: Janaina Torres Galeria na ArtRio 2019

setembro 9, 2019 | Andrey Zignnatto, Heleno Bernardi, Kika Levy, Luciana Magno, Stephan Doitschinoff

Anunciamos com prazer nossa participação na ArtRio 2019. Estaremos presentes com obras de Andrey Zignnatto, Heleno Bernardi, Kika Levy, Luciana Magno, Sandra Mazzini e Stephan Doitschinoff.

Andrey Zignnatto, Sem título #2, 2019, Bloco cerâmico, 60 x 60 x 20 cm

 

Andrey Zignnatto, Sem título ( da Série Guilhotina ), 2019, Fatias de tijolos cerâmicos e cabo de aço de guilhotina, 120 x 50 x 20 cm

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Um corpo na Amazônia: o tempo de Luciana Magno

agosto 21, 2019 | Crítica, ensaio, Feiras, Luciana Magno

Luciana Magno, Sem título (da Série Orgânicos), 2014, Pigmento sobre papel de algodão, 80 x 120 cm

Por Ubiratan Muarrek *

Se é verdade que, na arte, o tempo está sempre à espreita, podemos dizer que chegou a plenitude da hora do trabalho de Luciana Magno.

A Amazônia arde, o Brasil e o mundo derretem-se em conflitos, o clima entra em estado de selvageria e o movimento adverso global é sentido na pele por vastos segmentos de populações.

A geografia, a natureza, a cultura e o corpo, elementos centrais da obra dessa jovem artista paraense, retratam e refletem um estado de coisas que, partindo do elemento local – a floresta -, amplifica-se para as audiências – e consciências – de todo o planeta.

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Psicoativos, cultura e transcendência na arte de Stephan Doitschinoff

agosto 6, 2019 | Exposições, Notícias, Stephan Doitschinoff

Escultura que integra a instalação Interventu-Visão Remota: Morning Glory, relevo sobre livro de parafina

Uma reflexão cultural e estética sobre o papel e a influência de elementos psicoativos na cultura humana é traço marcante do trabalho de Stephan Doitschinoff. Obras que abordam essa temática poderão ser vistas na individual Estaremos Aqui Para Sempre, que a Janaina Torres Galeria exibe de 14 de agosto a 05 de outubro, em São Paulo.

Na instalação Interventu – Visão Remota, por exemplo, que integra a exposição, Ayahuasca, o cogumelo Psilocibe cubensis, o cactos Peyote (Lophophora williamsii) e a planta Morning Glory (Ipomoea) são esculpidos em parafina, como relevo de livros abertos e palmas da mão – uma alusão às origens milenares da relação entre psicoativos e os seres humanos, e também à presença intrínseca desses e outros elementos no cotidiano ainda  hoje, embora privados de aceitação institucional.

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Preview: Janaina Torres Galeria na SP-Foto 2019

agosto 3, 2019 | Feco Hamburger, Kitty Paranaguá, Luciana Magno, Pedro David

Anunciamos com prazer nossa participação na SP-Foto 2019, a maior feira de arte fotográfica da América Latina. Estaremos presentes com obras de Alex Sandro, Feco Hamburger, Kitty Paranaguá, Jordi Burch, Luciana Magno e Pedro David.

Kitty Paranaguá, Pequenas Infâmias I (da Série Pequenas Infâmias), 2013, Pigmento sobre papel de algodão, 100 x 75 cm

 

Kitty Paranaguá, Sem título (da Série Lavando a Alma), 2014, Pigmento sobre papel de algodão, 60 x 80 cm

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Pequenos Vestígios de Melancolia, na Funarte, em São Paulo

agosto 3, 2019 | Andrey Zignnatto, Crítica, ensaio, Daniel Jablonski, Exposições, Kitty Paranaguá, Pablo Ferretti

Andrey Zignnatto, Sem título (da Série Empilhamento), 2016, Tijolo baiano cerâmico amassado e empilhado sobre carrinho de mão, 70 x 55 x 130 cm

Por Cadu Gonçalves

Nos deparamos ao longo da história da arte com imagens que, de alguma maneira, perpassam os nossos sentidos e muitas vezes não conseguimos descrever. Como as imagens noturnas de seres solitários em bares e cafés de Edward Hopper ou os olhares perdidos e longínquos presentes em pinturas de Lucian Freud; imagens de paisagens melancólicas, resíduos ou ruínas, espaços deixados por uma ocupação recente ou distante cronologicamente, nos colocam como um narrador sem palavras do que aconteceu ali.

O recorte de Pequenos Vestígios de Melancolia, coletiva que ocupa as paredes da Funarte, em São Paulo,  compreende o trabalho de seis artistas, cujas obras de certo modo se valem de experiências residuais, seja na observação, seja na matéria. E esses vestígios, de alguma maneira, se mesclam ao entorno deste prédio, ao interior desta sala, que passam por um lento processo de abandono, um lugar em que as celebrações são também carregadas pelo peso da incerteza e da dúvida de seu prosseguimento.

Daniel Jablonski, Pergunte a seus vizinhos [São Paulo], 2016, Pigmento sobre papel de algodão, 66,5 x 100 cm

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O enigma artístico de Stephan Doitschinoff, por Daniel Rangel

agosto 3, 2019 | Crítica, ensaio, Exposições, Stephan Doitschinoff

Stephan Doitschinoff, Homem Apropriado, 2018, Grafite sobre papel, 122 x 75 cm (detalhe)

Por Daniel Rangel *

A trajetória artística de Stephan Doitschinoff, marcada por profundas imersões cíclicas, está vinculada às experiências pessoais vividas desde sua infância. Uma obra com influências formais da pop art e do surrealismo, que é estruturada por um vocabulário singular.

Stephan recorre a um léxico iconográfico particular inspirado em símbolos históricos, religiosos, políticos, filosóficos e ambientais, para conceber desenhos, pinturas, esculturas e instalações. Uma escrita visual carregada de significados criptografados por meio de uma literatura imagética fantástica acerca da contemporaneidade.

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Estaremos Aqui Para Sempre: individual de Stephan Doitschinoff

julho 13, 2019 | Exposições, Notícias, Stephan Doitschinoff

Stephan Doitschinoff, As Virtudes da Idolatria, 2018, Acrílica sobre tela, 231x194cm

Reflexões acerca de temas polêmicos e tão caros ao mundo atual, como colonialismo, democracia, pós-verdade e o papel das plantas psicoativas na sociedade contemporânea conduzem a obra de Stephan Doitschinoff. Autor de uma arte energética, ele estrutura seu trabalho em um sistema de símbolos autorais de narrativa singular, com desenhos, pinturas, esculturas, vídeos e instalações.

O artista, agora, abre as portas de seu universo onírico e convida o público a adentrá-las por meio da exposição Estaremos Aqui Para Sempre, individual exibida a partir de 14 de agosto, na Janaina Torres Galeria.

Com curadoria de Daniel Rangel, a mostra reúne um conjunto inédito de trabalhos produzidos por Doitschinoff nos últimos cinco anos. São obras que evidenciam sua intensa pesquisa sobre a sociedade contemporânea a partir de ícones e símbolos autorais e ainda elementos advindos de diversas culturas e religiões, como o catolicismo, a umbanda e o xamanismo.

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David Magila: Uma pintura feita de escombros e memórias

julho 1, 2019 | Crítica, ensaio, David Magila, Na mídia, Notícias

David Magila, Frequentes conclusões falsas 39, 2018, Acrílica, spray e lápis sobre tela, 150 x 200 cm

Por Maria Hirszman *

CARACTERÍSTICA MARCANTE da obra de David Magila, a simultaneidade parece ter efeito também sobre seu calendário. Com três exposições inaugurando uma após a outra no mês de maio de 2019, o artista faz uma entrada impactante na cena paulistana. São três espaços diferentes e com vocações distintas, nos quais expõe um leque amplo de trabalhos, quase todos inéditos, que conjuntamente compõem um panorama bastante abrangente das principais questões que o motivam.

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