SP-Arte Viewing Room: arte e transformação

agosto 22, 2020 | Daniel Jablonski, Exposições, Feco Hamburger, Kika Levy, Luciana Magno, Pablo Ferretti, Ricardo Siri

Daniel Jablonski, Hy Brazil, 2019, letreiro luminoso em neon, 15 x 300 x 3 cm

Sob a inspiração do poema O Anjo, do poeta maranhense Ferreira Gullar (1930-2016), nossa proposta curatorial para o Online Viewing Room da SP-Arte contempla uma vocalização de valores expressivos da arte contemporânea brasileira, em um projeto que tem como eixo a arte e seu potencial transformador.

Apresentamos trabalhos de Daniel Jablonski, Feco Hamburger, Kika Levy, Luciana Magno, Pablo Ferretti e Ricardo Siri.

Confira a  seleção completa de obras (PDF) e nossa programação de eventos paralelos.

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Anunciamos a mostra virtual “Organismo”, individual de Ricardo Siri

junho 23, 2020 | Notícias, Ricardo Siri

JANAINA TORRES GALERIA E ARTEREF LANÇAM ONLINE VIEWING ROOM QUE REPRODUZ AMBIENTE FÍSICO EXPOSITIVO E REÚNE IMAGENS, TEXTOS, SONS E TOURS VIRTUAIS

A Janaina Torres Galeria e o portal Arteref anunciam com prazer o online viewing room da mostra Organismo, de Ricardo Siri (1974, RJ), artista sonoro e visual cujo trabalho transita entre a escultura, performance, instalação, fotografia e vídeo.

A mostra Organismo, que ocupa o espaço físico da Janaina Torres Galeria desde 19 de março, temporariamente fechado por conta das medidas de segurança sanitária, ganha versão 3D que oferece na Internet uma experiência de visitação virtual ao público.

Acesse: siri.arteref.com

A iniciativa é resultado de uma parceria da Janaina Torres Galeria com o portal de arte contemporânea Arteref, que desenvolveu o ambiente virtual. Tendo como ponto de partida a mostra física, o online viewing room reproduz o espaço expositivo e cria uma série de itens adicionais.

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Organismo: Siri, transcendental

junho 11, 2020 | Crítica, ensaio, Exposições, Ricardo Siri

Ricardo Siri, Pindorama 02 (2020), colmeia e cera de abelhas, 17 x 46 x 2,5 cm

Por Ubiratan Muarrek

Emergiu do movimento neoconcreto a ideia da obra de arte como “quase corpus” e “organismo vivo” e a retomada das qualidades afetivas, da sensibilidade e da significação existencial e emotiva da arte. Um projeto ambicioso, tendo em vista o domínio de um certo racionalismo no período imediatamente anterior, que “rouba à arte toda a autonomia e substitui as qualidades intransferíveis da obra de arte por noções de objetividade científica” (Manifesto Neoconcreto). Para os neoconcretistas, como Hélio Oiticica e Lygia Clark, tratava-se de dinamitar as noções de tempo-espaço e criar a experiência da arte: a comunhão de matéria, forma, significado, relação e afeto, dando à experiência estética um caráter quase epifânico, a partir do contato entre artista-objeto-espaço-público. A totalidade da experiência de arte proposta pelo movimento não poderia ter outro destino que não fosse a expansão; daí sua forte influência em outras esferas culturais e comportamentais, das quais a música, com o movimento tropicalista, tenha sido, talvez, a mais exemplar.

É a partir dessa trilha que podemos situar uma obra como a do carioca Ricardo Siri que, a partir de uma carreira estabelecida no universo musical, expandiu seu repertório para as artes visuais, na qual incorpora elementos sonoros, performances e imersões. Siri atualiza certos pressupostos neoconcretos de um todo orgânico para a experiência da arte, em uma abordagem espacial e temporal que une artista-obra-espaço-ambiente-espectador.

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“Organismo”: sopro e expressão, na individual de Ricardo Siri

março 2, 2020 | Exposições, Ricardo Siri

Ricardo Siri, Casulo 02 (2020), concha e campana de trompete 40 x 13 x 9 cm

Hélio Oiticica queria que a obra de arte nascesse “apenas de um toque na matéria”, a partir de um sopro que a transforma em expressão: “um sopro interior, de plenitude cósmica”.

A plenos pulmões se manifesta a produção recente de Ricardo Siri, artista carioca que inaugura a individual Organismo, dia 19 de março, na Janaina Torres Galeria, em São Paulo.

Matéria e expressão ganham, com a mostra, uma plenitude inaudita no trabalho do artista. Nas obras de Organismo – esculturas, assemblages e um “ninho habitável”, feito de galhos de árvore, barro e som -, ecoam os gestos e registros do viver e do fazer artístico de Siri, em consonância e tensão com o momento da arte e do mundo atual.

Veja: obras de Organismo
Veja: página do artista

Ricardo Siri, War 2 (2020), Colmeia e cera de abelhas, 46 x 17 x 2.5 cm

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Announcing the representation of Ricardo Siri

março 1, 2020 | English, News, etc, Ricardo Siri

Ricardo Siri holds Casulo 01, sculpture made of clay, wax, bees’ nest, chicken feathers and branches

Sonic and visual artist, who lives and works in Rio de Janeiro, explores sound, objects and organic materials and makes his individual debut on March 19

São Paulo – Janaina Torres Galeria is pleased to announce the representation of Ricardo Siri (1974, RJ), a sonic and visual artist, whose work moves between sculpture, performance, installation, photography and video. The artist, who lives and works in the neighbourhood of Santa Teresa, in Rio de Janeiro, will debut his solo show at Janaina Torres Galeria on March 19.

Heir to an aesthetic that brings together elements ranging from surrealism to neoconcretism and immersive art, Siri is the creator of a poetics that unites art and life, where sounds and objects encompass concept, form and experience.

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Nova representação: Ricardo Siri na Janaina Torres Galeria

fevereiro 16, 2020 | Notícias, Ricardo Siri

Ricardo Siri segura Casulo 01, escultura feita de barro, cera, ninho de abelhas, penas de galinha e galhos

A Janaina Torres Galeria anuncia com prazer a representação de Ricardo Siri (1974, RJ), artista sonoro e visual, cujo trabalho transita entre a escultura, performance, instalação, fotografia e vídeo. O artista, que vive e trabalha no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, estréia sua individual na Janaina Torres Galeria em 19 de março.

Artista múltiplo, herdeiro de uma estética que reúne elementos que vão do surrealismo ao neoconcretismo e arte imersiva, Siri é artífice de uma poética que une arte e vida, onde sons e objetos incorporam conceito, forma, experiência e sonoridade.

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Ricardo Siri: Instrumentos, formas, escalas, esculturas, escutas variáveis, palavras

fevereiro 15, 2020 | Crítica, ensaio, Ricardo Siri

O artista sonoro e visual Ricardo Siri

Por Ricardo Resende *

Para Walter Smetak, executar música é uma forma de loucura. **

Siri, apelido da época do colégio, músico que sempre estudou música, vive a música desde sempre. Trabalhou com música desde quando, ainda criança, tocava e tirava sons de latas. Qualquer uma que caísse em suas mãos se transformava em algo possível de extrair som.

A sua inteligência de inventar paisagens sonoras vem daí, dessa ludicidade de criança em criar com tudo que lhe despertasse a curiosidade provocada por qualquer som ou ritmo: a pronúncia das palavras, os sons emitidos pelos homens, pelos animais e dos elementos naturais do mundo, como a água e o vento no farfalhar das folhas das árvores e do mato.

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