SP-Arte Viewing Room: arte e transformação

agosto 22, 2020 | Daniel Jablonski, Exposições, Feco Hamburger, Kika Levy, Luciana Magno, Pablo Ferretti, Ricardo Siri

Daniel Jablonski, Hy Brazil, 2019, letreiro luminoso em neon, 15 x 300 x 3 cm

Sob a inspiração do poema O Anjo, do poeta maranhense Ferreira Gullar (1930-2016), nossa proposta curatorial para o Online Viewing Room da SP-Arte contempla uma vocalização de valores expressivos da arte contemporânea brasileira, em um projeto que tem como eixo a arte e seu potencial transformador.

Apresentamos trabalhos de Daniel Jablonski, Feco Hamburger, Kika Levy, Luciana Magno, Pablo Ferretti e Ricardo Siri.

Confira a  seleção completa de obras (PDF) e nossa programação de eventos paralelos.

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Tua direção é a deriva: uma leitura sobre nosso stand no SP-Arte Viewing Room

agosto 21, 2020 | Crítica, ensaio, Daniel Jablonski, Feco Hamburger, Kika Levy, Pablo Ferretti

Caspar David Friedrich, O Caminhante sobre Mar de Névoa, 1818

Por Cadu Gonçalves

O Caminhante sobre Mar de Névoa, pintura à óleo de Caspar David Friedich de 1818, retrata um homem, de casaco preto e bengala na mão direita, de costas ao observador. Esse homem de identidade oculta está na beira de algo que parece um abismo, não se sabe se é o topo de uma montanha ou uma pedra que avança sobre o mar, só se vê que ele está à beira de algo e que o único caminho é o horizonte, com o imenso céu de referência. A névoa é um mistério sob seus pés e diante dos seus olhos. Essa nuvem perto do chão permite uma experiência de céu; a suspensão de gotículas de água, tornando líquido o vapor, altera rotas de navegação, paralisa o tráfego aéreo e instaura a deriva e a espera, tal e qual a história da orixá Euá, na cultura iorubá, cujo poder ao se transformar em névoa faz cessar a matança dos homens ao tirar deles a capacidade de enxergar com nitidez.

Com o nevoeiro, o olhar força-se a reconhecer a paisagem, que é esmaecida e confusa, mas reconhecível por seu recorte junto ao céu, assim como as gravuras de Kika Levy na série 360º (2019), que são ao navegante perdido a esperança de terra firme. A artista indica a imagem pelo contorno das montanhas, cuja forma feita por recortes em metal carregam a cada impressão o apagamento de sua cor, já que Levy extrai os azuis da tinta até sua inexistência. Ou pelo isolamento da figura, a exemplo de Bunker (2020), onde a imagem é a pele dos abrigos subterrâneos madrilenhos usados durante a Guerra Civil Espanhola; a textura das paredes é indício e imagem.

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Pequenos Vestígios de Melancolia, na Funarte, em São Paulo

agosto 3, 2019 | Andrey Zignnatto, Crítica, ensaio, Daniel Jablonski, Exposições, Kitty Paranaguá, Pablo Ferretti, Renata Pelegrini

Andrey Zignnatto, Sem título (da Série Empilhamento), 2016, Tijolo baiano cerâmico amassado e empilhado sobre carrinho de mão, 70 x 55 x 130 cm

Por Cadu Gonçalves

Nos deparamos ao longo da história da arte com imagens que, de alguma maneira, perpassam os nossos sentidos e muitas vezes não conseguimos descrever. Como as imagens noturnas de seres solitários em bares e cafés de Edward Hopper ou os olhares perdidos e longínquos presentes em pinturas de Lucian Freud; imagens de paisagens melancólicas, resíduos ou ruínas, espaços deixados por uma ocupação recente ou distante cronologicamente, nos colocam como um narrador sem palavras do que aconteceu ali.

O recorte de Pequenos Vestígios de Melancolia, coletiva que ocupa as paredes da Funarte, em São Paulo,  compreende o trabalho de seis artistas, cujas obras de certo modo se valem de experiências residuais, seja na observação, seja na matéria. E esses vestígios, de alguma maneira, se mesclam ao entorno deste prédio, ao interior desta sala, que passam por um lento processo de abandono, um lugar em que as celebrações são também carregadas pelo peso da incerteza e da dúvida de seu prosseguimento.

Daniel Jablonski, Pergunte a seus vizinhos [São Paulo], 2016, Pigmento sobre papel de algodão, 66,5 x 100 cm

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Coletiva 2019: novos diálogos, novas leituras

fevereiro 7, 2019 | Andrey Zignnatto, Exposições, Gabriel Pitan Garcia, Heleno Bernardi, Kika Levy, Marcus André, Notícias, Pablo Ferretti, Renata Pelegrini, Talitha Rossi

Vista das pinturas de Heleno Bernardi

Iniciamos nosso calendário de exposições de 2019 com uma seleção de obras do nosso acervo, incluindo trabalhos inéditos de nossos artistas. Obras de Andrey Zignnatto, Gabriel Pitan Garcia, Heleno Bernardi, Kika Levy, Marcus André,  Pablo Ferretti, Pedro David, Renata Pelegrini e Talitha Rossi são apresentadas em um diálogo envolvente, propiciando novas leituras. A mostra será inaugurada dia 13 de fevereiro e fica em cartaz até 01 de março.

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Preview: Janaina Torres Galeria na ArtRio 2018

setembro 14, 2018 | Andrey Zignnatto, Daniel Jablonski, David Magila, Feco Hamburger, Feiras, Heleno Bernardi, Notícias, Pablo Ferretti, Sandra Mazzini

Apresentamos com prazer um preview de nossa seleção de artistas e obras para nossa primeira participação na ArtRio 2018. A feira acontece na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, entre 26 ( para convidados ) e 30 de setembro. Estamos no stand V7. Aproximem-se.

Sandra Mazzini

Sandra Mazzini, Sem título, 2018, Óleo sobre tela, 165 x 180 cm

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A pintura aberta e incontrolável de Pablo Ferretti

julho 21, 2018 | Entrevista, Pablo Ferretti

Entre o onírico e o real encontramos as telas de Pablo Ferretti, artista nascido em 1974, em Porto Alegre, que reside no Rio de Janeiro e trilhou sua formação na Inglaterra, com mestrado no Royal College of Art, em Londres, e uma experiência de trabalho na mítica National Gallery. No seu caso, não se trata de uma biografia formal. Dono de um vocabulário pictórico culto, o trabalho de Ferretti transpira a sofisticação adquirida – e os estados de ânimo, eventualmente – do convívio com Turner e outros mestres. Que serviria de muito pouco sem a liberdade e a coragem de trilhar um caminho próprio e estimulante em pintura, como se apreende na entrevista com Ferretti, que apresentamos a seguir.

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David Magila e Pablo Ferretti chegam à Janaina Torres Galeria

junho 5, 2018 | David Magila, Notícias, Pablo Ferretti

Pablo Ferretti, Luz Negra III, 190 x 160 cm, óleo sobre tela, 2015

Anunciamos com prazer novas representações que irão adicionar força e frescor ao catálogo da galeria: David Magila e Pablo Ferretti. São artistas que, cada um à sua maneira, e trabalhando em suportes variados, trazem a inquietação da nova geração da arte contemporânea brasileira, aliando trajetória já consistente à perspectiva de novos e promissores desdobramentos em suas respectivas carreiras.

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