Anunciamos a mostra virtual “Organismo”, individual de Ricardo Siri

4 de December de 2020 • Notícias, Ricardo Siri

JANAINA TORRES GALERIA E ARTEREF LANÇAM ONLINE VIEWING ROOM QUE REPRODUZ AMBIENTE FÍSICO EXPOSITIVO E REÚNE IMAGENS, TEXTOS, SONS E TOURS VIRTUAIS

A Janaina Torres Galeria e o portal Arteref anunciam com prazer o online viewing room da mostra Organismo, de Ricardo Siri (1974, RJ), artista sonoro e visual cujo trabalho transita entre a escultura, performance, instalação, fotografia e vídeo.

A mostra Organismo, que ocupa o espaço físico da Janaina Torres Galeria desde 19 de março, temporariamente fechado por conta das medidas de segurança sanitária, ganha versão 3D que oferece na Internet uma experiência de visitação virtual ao público.

Acesse: siri.arteref.com

A iniciativa é resultado de uma parceria da Janaina Torres Galeria com o portal de arte contemporânea Arteref, que desenvolveu o ambiente virtual. Tendo como ponto de partida a mostra física, o online viewing room reproduz o espaço expositivo e cria uma série de itens adicionais.

Os visitantes podem fazer um passeio pelo ambiente expositivo, que inclui visualização detalhada de cada trabalho, informação sobre Ricardo Siri e as obras e trilha sonora composta pelo próprio artista. Botões digitais dão acesso a informações em áudio, texto e vídeos, em português e inglês, com explicação sobre cada obra, materiais e técnicas utilizadas, valor de venda e contato direto com a galeria. Havendo interesse na compra, é possível falar diretamente com a galeria via WhatsApp, embutido no ambiente de realidade virtual. Um livro de visita recolhe as impressões do visitante.

Uma Live Tour acontecerá semanalmente, em que a galerista Janaina Torres fará uma visita guiada virtual com os visitantes, apresentando a exposição e conversando em tempo real com o público sobre o artista e seu trabalho.

Sobre “Organismo”

Herdeiro de uma estética que reúne elementos que vão do surrealismo ao neoconcretismo e arte imersiva, Siri é artífice de uma poética de expressividade radical que une arte e vida, onde sons e objetos incorporam conceito, forma, experiência e sonoridade.

As obras de Organismo – esculturas, assemblages e um “ninho habitável”, feito de galhos de árvore, barro e som –, ecoam os gestos e registros do viver e do fazer artístico de Siri, que confere voz e potência a materiais como barro, conchas ou a cera de abelhas, além de desconstruir instrumentos musicais, incorporando os universos sonoro e visual.

Em obras como Colmeia, retrabalha trombetas, bombardinos, trombones e trompa, estabelecendo novas relações entre os instrumentos, criando associações zoomórficas e antropomórficas (instrumentos-humanos-abelhas), que estimula a memória, a imaginação e os sentidos, provocando o envolvimento emocional. Já em Casulo II, une a extremidade de um trompete a uma concha marinha, um exemplo de sua capacidade de integrar opostos como som e silêncio, natureza e cultura e matéria e expressão.

O universo das abelhas é um dos fios condutores de Organismo. Nas obras War e Pindorama, Ricardo Siri utiliza colmeias/telas na qual molda mapas, do Brasil e do mundo, a partir da solda em cera queimada, criando alertas de pertinência atual.

Na série Aglomerados, instala um olho mágico em orifícios de caixas de abelhas encontradas nos apiários, por onde entram as mesmas; no interior das caixas, dispõe fotos de aglomerações humanas (religiosas, esportivas, políticas e parada LGBT), que são trabalhadas digitalmente pelo artista, diluindo a imagem de cada pessoa e criando um mosaico de figuras hexagonais. Siri faz paralelos entre a estrutura das colmeias e humana, conferindo à arte o “olhar mágico” para transformar as relações entre o coletivo e o individual.

Sobre Ricardo Siri

Nasceu em 1974, no Rio de Janeiro (RJ), onde vive e trabalha. Percussionista por formação, graduou-se pela Los Angeles Music Academy, nos Estados Unidos, e aprofundou seus estudos de percussão indiana e africana na Sangeet World Music School (Pasadena/CA). Em 2011, é convidado pelo Comitê Olímpico de Londres para residir e produzir trabalhos no projeto Olímpico – Rio London Ocupation no Battersea Art Center, em Londres. Em 2013, foi convidado para a residência artística na Cité International des Arts, em Paris (França). Realizou as individuais “Interfaces” (Galeria Portas Vilaseca, Rj 2019), “Habitáveis” (Centro Municipal Helio Oiticica, RJ, 2017), “Escalas Variáveis” (Galeria Mezanino, 2016), “Oroboro” (Espaço Movimento Contemporâneo Brasileiro, RJ) e “Distorções”, (Galeria Amarelo Negro, 2010). Entre as coletivas, destacam-se “Canção Enigmática” (MAM, RJ, 2019), “Monument in miniatura” (Nova York, 2018), “Das Virgens em Cardumes e da Cor das Auras” (Museu Bispo do Rosário, RJ, 2016; ); “Je Ma pele Siri” (Casa França Brasil, RJ, 2014); “Paisagem Sonora” (Casa Daros, RJ, 2014); “Liana Ampliathum” (Parque Lage, RJ, 2014); “Blank Page” (Victoria and Albert Museum, Londres, 2012). Realizou performances sonoras na “Nuit de la Philosophie” (UNESCO, Paris, 2018); Portikus (Frankfurt, 2013), NBK-Gallery (Berlim, 2013) e Museu Marino Marini (Florença, Itália, 2013), entre outras.

Serviço

Online viewing room Organismo, de Ricardo Siri
URL: siri.arteref.com


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