Sandra Mazzini expõe “Paisagens Expandidas” em Brasília

março 23, 2019 | Exposições, Notícias, Sandra Mazzini

Sandra Mazzini, Floresta com Rio, 2018, Óleo sobre tela, 150x270cm

Futuro e passado, tecnologia e toque humano, abstração a partir de imagens muito nítidas. Os contrastes são a principal marca da obra da artista plástica Sandra Mazzini, que inaugura dia 2 de abril “Paisagens Expandidas”, sua primeira exposição em Brasília. Realizada pela Galeria Janaína Torres, a mostra acontecerá no Museu Nacional da República Honestino Guimarães, na Galeria Térrea. São 13 obras, produzidas entre 2016 e 2018, selecionadas pela curadora Denise Mattar, onde a natureza tem papel de destaque.

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Aos Moraleidas vivos

fevereiro 12, 2019 | Crítica, ensaio, Exposições, Pedro Moraleida

Pedro Moraleida, Série Faça você mesmo sua capela sistina, Sub-série Germânica, Ich will doch nur dass ihr mich liebt!!! (Eu só quero que você me ame!!!), acrílica sobre tecido e papel

A força e a importância da obra do mineiro Pedro Moraleida, falecido precocemente aos 22 anos de idade, em 1999, ganham sua merecida atenção e repercussão para um público mais amplo com a exposição “Canção do Sangue Fervente”, que o Instituto Tomie Othake exibe até 17 de fevereiro, em São Paulo, sob curadoria de Paulo Miyada. Felipe Molitor recupera no texto que segue a trajetória de uma obra que ocupa lugar cativo entre as maiores produções artísticas brasileiras do final do século passado. 

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Coletiva 2019: novos diálogos, novas leituras

fevereiro 7, 2019 | Andrey Zignnatto, Exposições, Gabriel Pitan Garcia, Heleno Bernardi, Kika Levy, Marcus André, Notícias, Pablo Ferretti, Renata Pelegrini, Talitha Rossi

Vista das pinturas de Heleno Bernardi

Iniciamos nosso calendário de exposições de 2019 com uma seleção de obras do nosso acervo, incluindo trabalhos inéditos de nossos artistas. Obras de Andrey Zignnatto, Gabriel Pitan Garcia, Heleno Bernardi, Kika Levy, Marcus André,  Pablo Ferretti, Pedro David, Renata Pelegrini e Talitha Rossi são apresentadas em um diálogo envolvente, propiciando novas leituras. A mostra será inaugurada dia 13 de fevereiro e fica em cartaz até 01 de março.

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Andrey Zignnatto: choque de culturas nos Emirados Árabes

janeiro 11, 2019 | Andrey Zignnatto, Exposições, Notícias

A cultura islâmica como referência e a expansão de visões artísticas e a convergência de culturas. Essa é a ideia curatorial da mostra Horizon, promovida no Sharjah Islamic Arts Festival (SIAF), que acontece nos Emirados Árabes Unidos (até 19 de janeiro). Esse é o contexto do trabalho Massa Preta, exibido por Andrey Zignnatto, único artista brasileiros entre os 40 participantes de 23 países que exibiram trabalhos em Horizon.

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O artista como “caso de estudo”: entrevista com Daniel Jablonski

outubro 31, 2018 | Daniel Jablonski, Entrevista, Exposições, Na mídia

O artista Daniel Jablonski, na montagem da instalação As Coisas, em cartaz na Janaina Torres Galeria

Daniel Jablonski vem trilhando uma trajetória singular entre os artistas da novíssima geração da arte brasileira: parte da teoria para a prática artística, a partir de sua própria história pessoal. Em estudos de caso “de si mesmo”, Jablonski flerta com práticas que vão do surrealismo, colagem, instalação, fotografia, performance  e arte conceitual, unindo “coisas mentais” a um raro senso estético e apuro formal. Nesta entrevista, concedida a Leandro Muniz para ao site da Pivô, que abrigou Jablonski em um programa de residência artística para a composição da obra As Coisas (atualmente em exibição na Janaina Torres Galeria), o artista fala sobre sua singular junção de teoria e prática artística.

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A história de uma vida em As Coisas, de Daniel Jablonski

outubro 5, 2018 | Daniel Jablonski, Exposições, Notícias

Objetos repertoriados na instalação As Coisas, de Daniel Jablonski

Contar a história de uma vida a partir dos objetos acumulados ao longo dos anos é o mote da exposição AS COISAS, do artista Daniel Jablonski, que fica em cartaz de 17 de outubro a 15 de dezembro, na Janaina Torres Galeria, em São Paulo. O artista apresenta o resultado de uma longa pesquisa, iniciada em 2017, e parcialmente desenvolvida em residência de seis meses no Programa Pivô Pesquisa 2018, também em São Paulo.

Com interlocução do curador Leonardo Araujo Beserra, a obra pretende reconstituir — de forma quase detetivesca — a cronologia dos 33 anos de vida do artista, a partir de sua dimensão em aparência mais contingente: a de seus resíduos materiais.

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Negro, um ensaio fotográfico: o registro seminal de Iatã Cannabrava

agosto 4, 2018 | Exposições, Feiras, Notícias

Iatã Cannabrava, sem título, pigmento sobre papel fotográfico, 30 x 40 cm

Nos 130 anos da abolição da escravatura no Brasil, apresentamos na SP-Arte/Foto 2018 Negro, um ensaio fotográfico, registro seminal de Iatã Cannabrava. Originalmente produzida em 1988, a série foi vencedora do prêmio Marc Ferrez, cujo tema, na época, evidenciava o centenário da abolição. 

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Preview: Janaina Torres Galeria na SP-Arte/Foto 2018

agosto 4, 2018 | Daniel Jablonski, Exposições, Feco Hamburger, Feiras, Jordi Burch, Kitty Paranaguá, Notícias, Pedro David, Talitha Rossi

Apresentamos com prazer um preview de nossa seleção de artistas e obras para a 12a edição da SP-Arte/Foto 2018, no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo, entre 22 (para convidados) e 26 de agosto. Estamos no stand B12. Aproximem-se.

Daniel Jablonski, O Sono Louco – Quem vigia o vigia, 2016, Pigmento sobre papel de algodão, 30 x 43 cm (cada)

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A aventura da fotografia, na exposição furo, de Jordi Burch

julho 31, 2018 | Exposições, Jordi Burch, Notícias

Sem título, 2017, Pigmento sobre papel de algodão, 100 x 70 cm

Na exposição Furo, artista volta-se à investigação da linguagem fotográfica; registros tomam o próprio suporte como tema

O artista Jordi Burch fotografa. Seus registros não apenas refletem o esgotamento da estética realista, pautada pela ideia de representação, mas revelam a importância do processo e do gesto na produção de imagens. Em Furo, exposição individual que apresenta entre 16 de agosto e 02 de outubro na Janaina Torres Galeria, o fotógrafo português se aventura em um percurso investigativo pela linguagem fotográfica.

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Daniel Jablonski: enigma e encanto em “Still Brazil”

março 17, 2018 | Daniel Jablonski, Exposições, Feiras, Notícias

Daniel Jablonski, Brazil, 2017, Instalação | Técnica mista, fotografia, plotagem em vinil, áudio e vídeo

A representação do Brasil em outras culturas, tal como o país aparece fixado em obras cinematográficas. Essa é a instalação Still Brazil, de Daniel Jablonski, que a Janaina Torres Galeria exibe na SP Arte 2018, no stand A7, entre 12 e 15 de abril (preview para convidados 11/04). Jablonski é finalista da sexta edição do Prêmio de Residência da SP-Arte.

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Conversa com Renata Pelegrini

março 16, 2018 | Entrevista, Exposições, Renata Pelegrini

A artista Renata Pelegrini, que abre sua primeira individual na Janaina Torres Galeria, em 5 de abril

Dona de um trabalho expressivo em artes plásticas, em que a linha, o desenho, o gesto, a tinta e a cor buscam compor cenários que oscilam entre a paisagem e a abstração, Renata Pelegrini é uma artista reflexiva e cuidadosa. Seus “lugares” refletem a busca serena por um lugar próprio no vasto universo do desenho e da pintura. Conversamos com ela sobre alguns pontos dessa trajetória, que pode ser vista em sua primeira individual na Janaina Torres Galeria, que abre no dia 05 de abril.    

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Paisagens desconstruídas de Renata Pelegrini ganham exposição na Janaina Torres Galeria

março 9, 2018 | Exposições, Notícias, Renata Pelegrini

Renata Pelegrini, Sem título, 2016, Acrílica sobre tela, 120 x 100 cm

A partir do dia 5 de abril, o público poderá conferir de perto a produção recente da pintora na exposição que leva seu nome, realizada pela Janaina Torres Galeria. Com curadoria de Marcelo Salles, a mostra reúne 15 obras da artista – pinturas e desenhos sobre tela, papel e linho. Os trabalhos trazem uma releitura não fidedigna de paisagens e vistas interiores, recriadas a sua maneira, ocupando o hiato que existe entre a representação e a abstração.

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Faça você mesmo sua Capela Sistina, por Augusto Nunes-Filho

janeiro 29, 2018 | Crítica, ensaio, Exposições, Pedro Moraleida

Pedro Moraleida, Série Madonas, tinta automotiva s/ placa de alumínio, 4,80 X 1,60m

Por Augusto Nunes-Filho *

No curto intervalo de duração de sua atividade artística, Pedro Moraleida Bernardes dedicou-se ao exercício diuturno, intenso e pleno de uma corrosiva, irreverente e determinada iconoclastia. O desmesurado dessa produção atinge tal dimensão que é impossível não vislumbrar nela uma quase imperativa compulsão a exigir sempre, e mais, o melhor dele. Moraleida elegeu alguns temas como objeto e alvo principal. A complexidade dos questionamentos sobre religião. O intricado das relações entre poder, política e ideologia. As conexões dos fundamentos do saber, da ciência e da filosofia. As múltiplas formas de expressão da sexualidade, mirando condutas, hábitos e costumes historicamente consolidados na sociedade.

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Kika Levy imprime a natureza em monotipias únicas, na Janaina Torres Galeria

janeiro 3, 2018 | Exposições, Kika Levy, Notícias


Com abertura no dia 03 de fevereiro, a exposição Pra Te Ver Melhor exibe 25 monotipias de Kika Levy, com curadoria de Ana Angélica Albano. Na sua produção recente, fruto de residência artística na Oficina Cultural Oswald de Andrade, a artista paulistana explora a monotipia, técnica milenar de impressão que em que se reproduz manchas de cor e desenhos em provas únicas, conseguindo-se efeitos imprevisíveis.

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Devorado pelo século XX: catálogo mostra a força e a iconoclastia de Pedro Moraleida

dezembro 27, 2017 | Exposições, Pedro Moraleida

Vista da entrada da exposição Faça Você Mesmo Sua Capela Sistina, de Pedro Moraleida, no Palácio das Artes (BH)

Tendo apenas recortes exibidos anteriormente, com amplo reconhecimento, em capitais como Paris, Montreal, Dubai e São Paulo, a extensa obra de Pedro Moraleida ganhou, em 2017, uma visão mais ampla de seu conjunto e sua força, na exposição Faça Você Mesmo Sua Capela Sistina, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, de setembro a novembro de 2017. Na sua cidade natal, o mineiro Moraleida, falecido precocemente em 1999, aos 22 anos, teve exibidas 131 pinturas, 48 desenhos, quatro esculturas, além de textos e vinhetas musicais de sua autoria, com curadoria de Augusto Nunes-Filhoatraindo um público recorde de vinte mil pessoas.

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O poder do vestígio: monotipias de Kika Levy

dezembro 26, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Kika Levy


Por Anne Louyot *

Em Pra Te Ver Melhor, Kika Levy escolheu uma técnica milenar, a da impressão direta do objeto a representar em uma superfície sensível – nesse caso, samambaias no papel de gravura. Assim nasceram as primeiras imagens do mundo, como as mãos em negativo nas paredes das cavernas pré-históricas, e muitas outras que atravessaram a história da arte, da ciência e da técnica, desde o santo sudário até os moldes de corpo de Rodin, passando pelas máscaras mortuárias, os fotogramas ou as impressões digitais.

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Heleno Bernardi: purpurina sobre a ruína e os restos (do Rio e do mundo)

novembro 28, 2017 | Exposições, Heleno Bernardi, Na mídia

A potência da ilusão provocada pela purpurina – no caso, por uma tonelada de purpurina dourada – é a arma do artista Heleno Bernardi contra a ruína e a decadência da cidade em que mora e atua – o Rio de Janeiro – e do mundo, de maneira geral. Cobrindo o palco do antigo Cassino da Urca com o pó dourado, num efeito de alto impacto estético, além do conceitual, urbano e político – Bernardi encanta e provoca com sua intervenção. Leia abaixo os principais trechos de reportagem do O Globo sobre Cassino.  

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“Quadrilha”, de Daniel Jablonski: “Quem não está preso está hoje no Planalto”

novembro 16, 2017 | Daniel Jablonski, Exposições, Notícias

Na sua sexta edição, o Leilão de Parede do espaço de arte contemporânea Pivô acontece de 22 a 28 de novembro, em São Paulo (leia mais aqui). Serão leiloados mais de 50 trabalhos de grandes nomes da arte contemporânea brasileira. Daniel Jablonski comparece com a obra Quadrilha (foto acima), em que aborda, de maneira instigante, a atualidade do País, como explica no texto a seguir:

Quadrilha é uma obra feita especialmente para uma exposição de temática “junina” que aconteceu no Solar dos Abacaxis, no Rio de Janeiro. Ao longo dos espaços do antigo casario estenderam-se mais de 300 metros de bandeirolas multicolores típicas dessa festa.

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Janaina Torres Galeria na PARTE 2017

novembro 1, 2017 | Exposições, Feco Hamburger, Feiras, Heleno Bernardi, Kika Levy, Notícias, Sandra Mazzini, Talitha Rossi

Talitha Rossi, Transfusão, 2015, Bordado sobre polaroid, 28 x 24 x 5 cm

Anunciamos com prazer nossa participação na PARTE Feira de Arte Contemporânea 2017, de 8 a 12 de novembro, no clube A Hebraica, em São Paulo (stand A02). Entre os artistas selecionados, estão Feco Hamburger, Heleno Bernardi, Kika Levy, Sandra Mazzini e Thalita Rossi. Saiba mais, abaixo, sobre os trabalhos que estarão presentes no nosso stand. 

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Sandra Mazzini, entre flores, mangas e urubus

outubro 19, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Sandra Mazzini

Sandra Mazzini, Sem título, 2017, óleo sobre tela, 150 x 180 cm

Por Ubiratan Muarrek *

Disse Cézanne: “Quando eu preciso julgar uma arte, eu levo minhas pinturas e as deixo próximas a um objeto feito por Deus, como uma árvore ou uma flor. Se os dois lados combatem, elas não são arte”. A frase, do Grande Mestre, serve, se não para um julgamento, certamente para uma avaliação do projeto artístico de Sandra Mazzini, talento da nova safra de pintores brasileiros, que a Janaina Torres Galeria expõe a partir de 21 de outubro, em São Paulo. Trata-se da primeira mostra individual da jovem artista.

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A super-visão de Sandra Mazzini, por Sergio Romagnolo

outubro 17, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Sandra Mazzini

Sandra Mazzini, Ora pro nobis, 2017, Óleo sobre tela, 50 x 50 cm

Muito já se falou sobre a pintura como cópia do visível, e como em poucos períodos utópicos de sua história, se considerar-se a história da pintura apenas 500 anos de alguns poucos países do sudoeste da Europa e 50 anos da América do Norte, tentou-se achar um lugar autônomo para a sua existência. Uma pintura que não representasse nada visível, que existisse quase como um objeto, como um monólito, sem ter a função de representar ou significar.

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Sandra Mazzini apresenta sua primeira individual na Janaina Torres Galeria

outubro 5, 2017 | Exposições, Notícias, Sandra Mazzini

Sandra Mazzini, Sem título, 2017, óleo sobre tela, 150 x 180 cm

Com abertura no dia 21 de outubro, exposição Como os rios correm para o mar exibe dez pinturas figurativas da artista paulistana. Em sua produção, Sandra Mazzini investiga um tema caro à história da arte: a paisagem. Consagrado pelos pintores holandeses no século XVI, o gênero passou por inúmeras transformações, chegando a ser deixado de lado por parte da arte conceitual, para emergir novamente na produção de artistas contemporâneos como o alemão Anselm Kiefer e o brasileiro Paulo Pasta.

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Conversa com Sandra Mazzini

outubro 5, 2017 | Entrevista, Exposições, Sandra Mazzini

Sandra Mazzini, que expõe sua safra mais recente de pinturas na Janaina Torres Galeria

A exuberância da pintura de Sandra Mazzini, jovem destaque na pintura brasileira, ocupa as paredes da Janaina Torres Galeria, na exposição Como os rios correm para o mar,  entre 21 de outubro e 16 de dezembro. Nessa conversa, a artista fala sobre memória, técnica, gesto e temperamento, elementos de uma obra que dialoga com a tradição pictórica e os desafios contemporâneos da imagem digital.

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Pedro Moraleida: cultura e fúria, cor e gesto, técnica e expressão

setembro 2, 2017 | Exposições, Notícias, Pedro Moraleida, vídeos

Pedro Moraleida, série Madonnas

O UNIVERSO de Pedro Moraleida (1977-1999) é um continente que começa a ser explorado. Na arte brasileira contemporânea, é única sua mistura de cultura e fúria, cor e gesto, técnica e expressão.

Um dos artistas mais expressivos e contestadores de sua geração, o mineiro Pedro Moraleida (1977-1999) é destaque da mostra “Faça você mesmo sua Capela Sistina”, com curadoria de Augusto Nunes Filho, em cartaz até 19 de novembro no Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG).

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Copacabana, céu aberto – por Walter Carvalho

agosto 4, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Kitty Paranaguá

Kitty Paranaguá, Sem título, 2008 – 13, Pigmento sobre papel de algodão, 30 x 40 cm e 75 x 100 cm

Por Walter Carvalho

Muitos foram os escritores, poetas e compositores que cantaram e imortalizaram a paisagem de Copacabana. Agora é o olho de Kitty Paranaguá que traz uma constelação de luz que estala, branca, nas paredes das fachadas maculadas pela prata intensa dos seus filmes. Suas formas fotográficas se materializam numa obliquidade de ângulos que desafia o olhar e as imagens ocupam o espaço num equilíbrio de formas, entre o cheio e o vazio.

Entre um intenso volume de tons escuros em oposição a uma expressiva massa de brancos, suas fotos constroem uma narrativa acromática da geografia humana e urbana, numa convivência harmoniosa das formas e dos volumes.

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Conversa com Kitty Paranaguá

agosto 3, 2017 | Entrevista, Exposições, Kitty Paranaguá

 São Paulo vai conhecer duas séries de fotografias que têm recebido atenção no Brasil e no exterior: Campos de Altitude e Copacabana, da carioca Kitty Paranaguá.  Com uma carreira estabelecida há mais de 20 anos, Kitty expõe pela primeira vez em São Paulo, abrindo também a programação oficial paralela da SP-Arte/Foto/2017. Nesta entrevista, Kitty fala sobre sua trajetória, sua ideia de fotografia e como vê as pessoas, as localidades e as transformações de seu cenário de vida e de coração.

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Copacabana não engana mais ninguém

agosto 3, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Kitty Paranaguá

Dona Joana, Mata Machado, 2016, pigmento sobre papel de algodão, 100 x 100 cm

Com curadoria de Diógenes Moura, 15 imagens da série Campos de Altitude, da fotógrafa carioca Kitty Paranaguá, ganharam as paredes do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), como parte do Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro, em maio de 2017. Republicamos a seguir o texto de Diógenes, que busca dar conta da complexidade e do impacto narrativo e simbólico do trabalho de Kitty, que ganha em 2017 repercussão nacional e internacional. As séries Campos de Altitude e Copacabana, de Kitty Paranaguá, estarão expostas na Janaina Torres Galeria, entre 22 de agosto e 30 de setembro de 2017, e na SP-Arte/Foto/2017 entre 23 e 27 de agosto (estande 24).

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Kitty Paranaguá: fotos de Copacabana no acervo da Maison Européenne de la Photographie

julho 30, 2017 | Exposições, Kitty Paranaguá, Na mídia, Notícias

Na exposição Campos de Altitude, que abre 22 de agosto na Janaina Torres Galeria, a fotógrafa carioca Kitty Paranaguá traz a São Paulo uma leitura múltipla e pessoal da mítica praia de Copacabana (veja aqui). Trata-se de uma série de fotografias de alto impacto estético e emocional, e que ganhou reconhecimento internacional. Como registra o jornal o Globo, imagens (como a foto acima) compõem, a partir de 2017, o acervo da Maison Européenne de la Photographie (MEP), em Paris, um dos principais espaços dedicados à fotografia contemporânea.

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Kitty Paranaguá traz poética do Rio de Janeiro à Janaina Torres Galeria

julho 27, 2017 | Exposições, Kitty Paranaguá

Kitty Paranaguá, Filhas da Lika (da série Campos de Altitude)

Na exposição Campos de Altitude, fotógrafa carioca sobe os morros e projeta as imagens da cidade no interior das casas e sobre os corpos dos moradores, além de mostrar uma Copacabana múltipla, num registro emocionante e original

Autora de um trabalho que transborda poesia, fruto de sua relação com as pessoas, lugares e objetos que fotografa, a carioca Kitty Paranaguá apresenta, a partir de 22 de agosto, Campos de Altitude, sua primeira individual na Janaina Torres Galeria. Com uma carreira estabelecida há mais de 20 anos, Kitty expõe pela primeira vez em São Paulo, abrindo também a programação oficial paralela da SP-Arte/Foto/2017.

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Sobre a pintura de Marcia Thompson

junho 19, 2017 | Entrevista, Exposições, Marcia Thompson

Selecionamos oito frases e conceitos da própria artista que traduzem a riqueza da exposição B.L.O.C.O.S., de Marcia Thompson, que reúne sua produção mais recente, em exibição na Janaina Torres Galeria até 22 de julho. De Londres, onde está radicada há 20 anos, Marcia fala sobre um longo amadurecimento criativo, consolidado nas paredes – e no chão – da galeria.

Sobre Londres
Marcia Thompson: As peças de B.L.O.C.O.S. são inéditas e foram feitas em Londres. Me mudei pra Londres porque queria conhecer outros lugares, outros trabalhos, outras pessoas. Fui para Nova York e depois viajei pela Europa; também participei de exposições na Coréia, Escandinávia e ouros lugares. Acho que só estou me dando conta agora que já estou aqui há vinte anos!

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Marcia Thompson e a nova gramática da pintura, até 22 de julho na Janaina Torres Galeria

maio 9, 2017 | Exposições, Marcia Thompson, Notícias


Pinturas expandidas em caixas de acrílico são destaque da mostra que traz também telas, desenhos e vídeos da artista carioca, radicada na Inglaterra, laureada em 2015 com o Visual Arts Awards, da embaixada brasileira em Londres

Marcia Thompson celebra mais de duas décadas de trajetória e retorna a São Paulo, a partir de 30 de maio, com a mostra B.L.O.C.O.S., na Janaina Torres Galeria. Residindo em Londres desde a década de 90, Thompson traz ao Brasil uma seleção inédita de trabalhos em que radicaliza, como poucos artistas, a questão da pintura, com movimentos que deslocam a obra do espaço convencional, instaurando, por meio de uma gramática não-convencional, novas possibilidades – e narrativas. A exposição apresenta uma sequência de blocos de tinta óleo em uma série de caixas de acrílico, além de pinturas tridimensionais, desenhos e vídeos.

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A cidade plural e erótica na pintura de Heleno Bernardi

maio 9, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Heleno Bernardi


Heleno Bernardi, Sem título, Acrílica e spray acrílico sobre tela, 140 x 200 cm

ELOGIO DO FORA, por Roberto Corrêa dos Santos *

A exposição das obras de Heleno Bernardi que se apresenta na Janaina Torres Galeria (veja aqui), com ênfase em suas pinturas, permite constatar o quanto de pesquisa, de talento e de poder conceitual tem marcado todo o labor desse artista de enorme força; aproximam-se no solo expositivo, como se em uma antologia nascida de recortes especiais, aqueles fazeres-em-arte que têm como um dos vetores norteantes o ver e o pensar e o agir sobre a cidade, indo as obras para além da cidade como ideia geral de cidade de modo a atingir a cidade-ela-mesma e dela obter-se, por ato de recolha múltipla, elementos e sinais de sua pulsão plural e erótica; a cidade afirma-se como terreno corpóreo que nos abriga, nos constitui, encanta, retém, constrange e nos clama a um só instante;

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Feco Hamburger mira o telescópio, que mira o universo

maio 4, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Feco Hamburger


Feco Hamburger, Alma IV, Jato de tinta sobre papel de algodão, 40 x 60 cm

Por Agnaldo Farias *

Os limites espaço-temporais da nossa percepção, condenada ao que se alcança com os olhos e ouvidos confinados num horizonte circular e fincados no presente, geram como reação o fabrico de mapas e modelos de toda ordem.

Nada mais que a expressão de um desejo atávico pelo controle das coisas, sejam elas aéreas, territoriais, geográficas, políticas, corpos biológicos; o impulso transborda sobre o corpo do mundo, no que dele é visível e invisível, e vai muito além dele.

(veja obras da exposição de Feco Hamburger na Janaina Torres Galeria, aqui)

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Marcia Thompson: o grau zero da pintura

abril 17, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Marcia Thompson


Marcia Thompson, sem título, óleo sobre linho

Por Luisa Duarte *

Como já foi escrito, a obra de Marcia Thompson filia-se a uma vertente da arte que possui raiz no pós-minimalismo. Eva Hesse seria o exemplo maior de um nome representante desse período e cuja obra é uma inspiração para a artista.

Se a minimal, assim como o conceitualismo, buscava uma arte desencarnada, tendo no grid moderno sua âncora maior, os pós-minimalistas, como Hesse, Serra, De Maria, vão justamente doar uma carnalidade antes inexistente para a fatura da obra. O lastro do sujeito deixa vestígios e uma manualidade faz-se evidente. No trabalho de Thompson a base serializada e modular do minimalismo permanece, mas justamente para ser desviada, subvertida.

Em “Chromes”, exposição individual na Galeria Mercedes Viegas, pinturas, desenhos, objetos e vídeos, dão sequencia a uma investigação cuja origem se dá na década de 1990. Naquele tempo a artista começava uma pesquisa no campo pictórico, mas com um acento bem diverso de tudo o que vimos na chamada “volta da pintura”, ocorrida nos anos 1980. Se ali um neoexpressionismo dava as cartas e a paleta era nublada, os passos de Thompson iam na direção oposta.

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Três perguntas para Heleno Bernardi (sobre Apologia de Sócrates)

abril 4, 2017 | Exposições, Heleno Bernardi


Apologia de Sócrates, série de fotografias e vídeo, é destaque da mostra individual de Heleno Bernadi na Janaina Torres Galeria, em São Paulo. Fizemos três perguntas ao artista mineiro, que reside no Rio de Janeiro, sobre a obra.

Por que Sócrates? O que seu derretimento nos ensina?
Heleno Bernardi: Este trabalho trata principalmente do pensamento. E das relações que o atravessam. Sócrates surge nesta série por ser um dos fundadores da filosofia ocidental e, talvez, o mais emblemático. O que vemos no vídeo e nas fotos (uma espécie de desconstrução e afogamento do filósofo) tem a ver com a imaterialidade do assunto e é também uma ação inversa (se pensarmos nos processos de arguição adotados pelo filósofo), já que aqui somos nós que o forçamos a dizer algo, através do manuseio, ora carinhoso e depois mais incisivo, de sua cabeça.

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A polifonia urbana de Heleno Bernardi

março 28, 2017 | Exposições, Heleno Bernardi, Notícias

Em sua primeira exposição individual em São Paulo, na Janaina Torres Galeria, Heleno Bernardi traz pinturas inéditas que compõem seu trabalho de pesquisa nos espaços urbanos, em constante relação com a cidade e suas formas de uso.

O ateliê de Heleno Bernardi fica na Zona Norte do Rio de Janeiro, área com características urbanas marcantes e bastante próprias.

Influenciado por este ambiente, como em uma construção site-­specific, o artista cria uma polifonia com influências arquitetônicas, sonoras e urbanas, em representações provocadoras.

sem título, acrílica e spray acrílico sobre tela, 140 x 200 cm

Veja exposição completa aqui.

Ao contemplar esta série de pinturas, ouvimos o som, percebemos o deslocamento, as relações de cor, tempo e espaço, e sentimos a presença dos indivíduos inseridos neste contexto, que fazem parte deste processo de destruição e construção.

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Dasartes Brasil: Heleno Bernardi na Janaina Torres Galeria

março 27, 2017 | Exposições, Heleno Bernardi, Na mídia

Janaina Torres Galeria apresenta a primeira exposição individual de Heleno Bernardi na cidade de São Paulo. O artista multimídia, que reside no Rio de Janeiro, e tem extenso currículo de exposições no Brasil e Exterior, traz pinturas, fotografias, vídeos e uma instalação.

A série inédita de pinturas de grandes proporções do artista é fruto de um trabalho de pesquisa nos espaços urbanos, que possui uma constante relação com a cidade e suas formas de uso. Beiram a abstração e provocam os sentidos. O artista trabalha a percepção do som e o deslocamento urbano, as relações de cor, tempo e espaço, e a presença dos indivíduos inseridos neste contexto, que fazem parte de um processo de destruição e construção.

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ENTREPÁGINAS: coletiva traz artistas e proposta da Janaina Torres Galeria

janeiro 16, 2017 | Exposições, Notícias

A Janaina Torres Galeria tem o prazer de apresentar sua primeira exposição do ano, a coletiva Entrepáginas, composta por trabalhos de artistas que passam a fazer parte do corpo da galeria.

Uma instigante junção de trabalhos, em suportes diversos, dos artistas Daniel Jablonski, Daniel Nogueira de Lima, Gabriel Pitan Garcia, Jordi Burch, Kika Levy, Marcia Thompson, Marcus André, Renata Basile e Sandra Mazzini compõe Entrepáginas.

Por meio de gravuras, pinturas, fotos, esculturas e instalações, os artistas mostram sua transição, suas novas propostas e perspectivas, possibilitando que entremos em contato com o desenrolar de suas carreiras e de seu processo artístico.

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Feco Hamburger está só

outubro 26, 2016 | Exposições, Feco Hamburger

Por Diógenes Moura *

O tempo-tempo. Uma obsessão quase científica. O fotógrafo diz que o mundo “é para os fortes”. Por isso, as galáxias. Por isso a natureza-natureza, o homem-mar sobre a rocha-mirante. A fotografia se desloca. O que vai além será sempre a nossa busca diante da solidão cósmica. O tempo-tempo inserido nas ondas das antenas parabólicas. Por isso as repetições. O fotógrafo respira. Repete. Repete. A imagem já não basta. O objeto ultrapassa a mancha fotográfica. A espera derrete segundos. O que esse homem quer dizer? Ele sugere Deus e logo em seguida o apaga. Num corpo invisível observa o universo a partir de uma antena-chaise-longue. Seu astronauta é um homem que também é uma miniatura, uma espécie de super-herói sem retorno. Sim, o mundo “é para os fortes”. Deixe disso. O mundo é para os que sabem enxergar. Ver já não basta. Fotografia já não basta. A garra da traquitana, esse esqueleto de aço-negativo na extremidade poderá modificar o pensamento: diodo emissor de luz, pinças, filme 35mm, ET CETERA assim por diante, os demais, o restante. Fotografia, apenas fotografia já não basta. Ciência versus metáfora. Os Deuses estão exaustos. Feco Hamburger está só.

* Diógenes Moura é curador de Quando percebi era uma aurora, exposição de Feco Hamburger

Exposição instigante de Feco Hamburger será inaugurada em 20 de outubro na Janaina Torres Galeria

outubro 20, 2016 | Exposições, Feco Hamburger, Notícias

Com curadoria de Diógenes Moura, Quando percebi era uma aurora traz uma viagem visual contemporânea e consistente, numa galáxia de referências que vão da música de David Bowie às paisagens românticas de Caspar David Friedrich; serão 28 imagens exibidas ao público até o dia 17 de dezembro

São Paulo, outubro de 2016 – O mais novo espaço de arte de São Paulo vai abrir as portas ao público com o pé direito. A exposição escolhida para inaugurar a Janaina Torres Galeria no dia 20 de outubro será uma mostra do fotógrafo Feco Hamburger, um dos mais inventivos e consistentes artistas de sua geração, com curadoria de Diógenes Moura. A escolha de Feco para abrir os trabalhos da galeria foi uma decisão natural para Janaina Torres. “Feco reúne duas qualidades que considero imprescindíveis para um artista: inquietude e consistência. Seu trabalho é articulado com várias áreas do conhecimento, como a Física e a Linguística, e compõe, em seu conjunto, uma narrativa instigante e muito atraente. Ao mesmo tempo, cada peça possui uma força imagética própria. Feco também tem sido um grande parceiro de trabalho”, conta.

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