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Heleno Bernardi: purpurina sobre a ruína e os restos (do Rio e do mundo)

novembro 28, 2017 | Exposições, Heleno Bernardi, Na mídia

A potência da ilusão provocada pela purpurina – no caso, por uma tonelada de purpurina dourada – é a arma do artista Heleno Bernardi contra a ruína e a decadência da cidade em que mora e atua – o Rio de Janeiro – e do mundo, de maneira geral. Cobrindo o palco do antigo Cassino da Urca com o pó dourado, num efeito de alto impacto estético, além do conceitual, urbano e político – Bernardi encanta e provoca com sua intervenção. Leia abaixo os principais trechos de reportagem do O Globo sobre Cassino.  

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“Quadrilha”, de Daniel Jablonski: “Quem não está preso está hoje no Planalto”

novembro 16, 2017 | Daniel Jablonski, Exposições, Notícias

Na sua sexta edição, o Leilão de Parede do espaço de arte contemporânea Pivô acontece de 22 a 28 de novembro, em São Paulo (leia mais aqui). Serão leiloados mais de 50 trabalhos de grandes nomes da arte contemporânea brasileira. Daniel Jablonski comparece com a obra Quadrilha (foto acima), em que aborda, de maneira instigante, a atualidade do País, como explica no texto a seguir:

Quadrilha é uma obra feita especialmente para uma exposição de temática “junina” que aconteceu no Solar dos Abacaxis, no Rio de Janeiro. Ao longo dos espaços do antigo casario estenderam-se mais de 300 metros de bandeirolas multicolores típicas dessa festa.

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Janaina Torres Galeria na PARTE 2017

novembro 1, 2017 | Exposições, Feco Hamburger, Feiras, Heleno Bernardi, Kika Levy, Notícias, Sandra Mazzini, Talitha Rossi

Talitha Rossi, Transfusão, 2015, Bordado sobre polaroid, 28 x 24 x 5 cm

Anunciamos com prazer nossa participação na PARTE Feira de Arte Contemporânea 2017, de 8 a 12 de novembro, no clube A Hebraica, em São Paulo (stand A02). Entre os artistas selecionados, estão Feco Hamburger, Heleno Bernardi, Kika Levy, Sandra Mazzini e Thalita Rossi. Saiba mais, abaixo, sobre os trabalhos que estarão presentes no nosso stand. 

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Sandra Mazzini, entre flores, mangas e urubus

outubro 19, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Sandra Mazzini

Sandra Mazzini, Sem título, 2017, óleo sobre tela, 150 x 180 cm

Por Ubiratan Muarrek *

Disse Cézanne: “Quando eu preciso julgar uma arte, eu levo minhas pinturas e as deixo próximas a um objeto feito por Deus, como uma árvore ou uma flor. Se os dois lados combatem, elas não são arte”. A frase, do Grande Mestre, serve, se não para um julgamento, certamente para uma avaliação do projeto artístico de Sandra Mazzini, talento da nova safra de pintores brasileiros, que a Janaina Torres Galeria expõe a partir de 21 de outubro, em São Paulo. Trata-se da primeira mostra individual da jovem artista.

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A super-visão de Sandra Mazzini, por Sergio Romagnolo

outubro 17, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Sandra Mazzini

Sandra Mazzini, Ora pro nobis, 2017, Óleo sobre tela, 50 x 50 cm

Muito já se falou sobre a pintura como cópia do visível, e como em poucos períodos utópicos de sua história, se considerar-se a história da pintura apenas 500 anos de alguns poucos países do sudoeste da Europa e 50 anos da América do Norte, tentou-se achar um lugar autônomo para a sua existência. Uma pintura que não representasse nada visível, que existisse quase como um objeto, como um monólito, sem ter a função de representar ou significar.

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Sandra Mazzini apresenta sua primeira individual na Janaina Torres Galeria

outubro 5, 2017 | Exposições, Notícias, Sandra Mazzini

Sandra Mazzini, Sem título, 2017, óleo sobre tela, 150 x 180 cm

Com abertura no dia 21 de outubro, exposição Como os rios correm para o mar exibe dez pinturas figurativas da artista paulistana. Em sua produção, Sandra Mazzini investiga um tema caro à história da arte: a paisagem. Consagrado pelos pintores holandeses no século XVI, o gênero passou por inúmeras transformações, chegando a ser deixado de lado por parte da arte conceitual, para emergir novamente na produção de artistas contemporâneos como o alemão Anselm Kiefer e o brasileiro Paulo Pasta.

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Conversa com Sandra Mazzini

outubro 5, 2017 | Entrevista, Exposições, Sandra Mazzini

Sandra Mazzini, que expõe sua safra mais recente de pinturas na Janaina Torres Galeria

A exuberância da pintura de Sandra Mazzini, jovem destaque na pintura brasileira, ocupa as paredes da Janaina Torres Galeria, na exposição Como os rios correm para o mar,  entre 21 de outubro e 16 de dezembro. Nessa conversa, a artista fala sobre memória, técnica, gesto e temperamento, elementos de uma obra que dialoga com a tradição pictórica e os desafios contemporâneos da imagem digital.

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Pedro Moraleida: cultura e fúria, cor e gesto, técnica e expressão

setembro 2, 2017 | Exposições, Notícias, Pedro Moraleida, vídeos

Pedro Moraleida, série Madonnas

O UNIVERSO de Pedro Moraleida (1977-1999) é um continente que começa a ser explorado. Na arte brasileira contemporânea, é única sua mistura de cultura e fúria, cor e gesto, técnica e expressão.

Um dos artistas mais expressivos e contestadores de sua geração, o mineiro Pedro Moraleida (1977-1999) é destaque da mostra “Faça você mesmo sua Capela Sistina”, com curadoria de Augusto Nunes Filho, em cartaz até 19 de novembro no Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG).

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Copacabana, céu aberto – por Walter Carvalho

agosto 4, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Kitty Paranaguá

Kitty Paranaguá, Sem título, 2008 – 13, Pigmento sobre papel de algodão, 30 x 40 cm e 75 x 100 cm

Por Walter Carvalho

Muitos foram os escritores, poetas e compositores que cantaram e imortalizaram a paisagem de Copacabana. Agora é o olho de Kitty Paranaguá que traz uma constelação de luz que estala, branca, nas paredes das fachadas maculadas pela prata intensa dos seus filmes. Suas formas fotográficas se materializam numa obliquidade de ângulos que desafia o olhar e as imagens ocupam o espaço num equilíbrio de formas, entre o cheio e o vazio.

Entre um intenso volume de tons escuros em oposição a uma expressiva massa de brancos, suas fotos constroem uma narrativa acromática da geografia humana e urbana, numa convivência harmoniosa das formas e dos volumes.

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Conversa com Kitty Paranaguá

agosto 3, 2017 | Entrevista, Exposições, Kitty Paranaguá

 São Paulo vai conhecer duas séries de fotografias que têm recebido atenção no Brasil e no exterior: Campos de Altitude e Copacabana, da carioca Kitty Paranaguá.  Com uma carreira estabelecida há mais de 20 anos, Kitty expõe pela primeira vez em São Paulo, abrindo também a programação oficial paralela da SP-Arte/Foto/2017. Nesta entrevista, Kitty fala sobre sua trajetória, sua ideia de fotografia e como vê as pessoas, as localidades e as transformações de seu cenário de vida e de coração.

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Copacabana não engana mais ninguém

agosto 3, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Kitty Paranaguá

Dona Joana, Mata Machado, 2016, pigmento sobre papel de algodão, 100 x 100 cm

Com curadoria de Diógenes Moura, 15 imagens da série Campos de Altitude, da fotógrafa carioca Kitty Paranaguá, ganharam as paredes do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), como parte do Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro, em maio de 2017. Republicamos a seguir o texto de Diógenes, que busca dar conta da complexidade e do impacto narrativo e simbólico do trabalho de Kitty, que ganha em 2017 repercussão nacional e internacional. As séries Campos de Altitude e Copacabana, de Kitty Paranaguá, estarão expostas na Janaina Torres Galeria, entre 22 de agosto e 30 de setembro de 2017, e na SP-Arte/Foto/2017 entre 23 e 27 de agosto (estande 24).

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Kitty Paranaguá: fotos de Copacabana no acervo da Maison Européenne de la Photographie

julho 30, 2017 | Exposições, Kitty Paranaguá, Na mídia, Notícias

Na exposição Campos de Altitude, que abre 22 de agosto na Janaina Torres Galeria, a fotógrafa carioca Kitty Paranaguá traz a São Paulo uma leitura múltipla e pessoal da mítica praia de Copacabana (veja aqui). Trata-se de uma série de fotografias de alto impacto estético e emocional, e que ganhou reconhecimento internacional. Como registra o jornal o Globo, imagens (como a foto acima) compõem, a partir de 2017, o acervo da Maison Européenne de la Photographie (MEP), em Paris, um dos principais espaços dedicados à fotografia contemporânea.

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Kitty Paranaguá traz poética do Rio de Janeiro à Janaina Torres Galeria

julho 27, 2017 | Exposições, Kitty Paranaguá

Kitty Paranaguá, Filhas da Lika (da série Campos de Altitude)

Na exposição Campos de Altitude, fotógrafa carioca sobe os morros e projeta as imagens da cidade no interior das casas e sobre os corpos dos moradores, além de mostrar uma Copacabana múltipla, num registro emocionante e original

Autora de um trabalho que transborda poesia, fruto de sua relação com as pessoas, lugares e objetos que fotografa, a carioca Kitty Paranaguá apresenta, a partir de 22 de agosto, Campos de Altitude, sua primeira individual na Janaina Torres Galeria. Com uma carreira estabelecida há mais de 20 anos, Kitty expõe pela primeira vez em São Paulo, abrindo também a programação oficial paralela da SP-Arte/Foto/2017.

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Sobre a pintura de Marcia Thompson

junho 19, 2017 | Entrevista, Exposições, Marcia Thompson

Selecionamos oito frases e conceitos da própria artista que traduzem a riqueza da exposição B.L.O.C.O.S., de Marcia Thompson, que reúne sua produção mais recente, em exibição na Janaina Torres Galeria até 22 de julho. De Londres, onde está radicada há 20 anos, Marcia fala sobre um longo amadurecimento criativo, consolidado nas paredes – e no chão – da galeria.

Sobre Londres
Marcia Thompson: As peças de B.L.O.C.O.S. são inéditas e foram feitas em Londres. Me mudei pra Londres porque queria conhecer outros lugares, outros trabalhos, outras pessoas. Fui para Nova York e depois viajei pela Europa; também participei de exposições na Coréia, Escandinávia e ouros lugares. Acho que só estou me dando conta agora que já estou aqui há vinte anos!

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Marcia Thompson e a nova gramática da pintura, até 22 de julho na Janaina Torres Galeria

maio 9, 2017 | Exposições, Marcia Thompson, Notícias


Pinturas expandidas em caixas de acrílico são destaque da mostra que traz também telas, desenhos e vídeos da artista carioca, radicada na Inglaterra, laureada em 2015 com o Visual Arts Awards, da embaixada brasileira em Londres

Marcia Thompson celebra mais de duas décadas de trajetória e retorna a São Paulo, a partir de 30 de maio, com a mostra B.L.O.C.O.S., na Janaina Torres Galeria. Residindo em Londres desde a década de 90, Thompson traz ao Brasil uma seleção inédita de trabalhos em que radicaliza, como poucos artistas, a questão da pintura, com movimentos que deslocam a obra do espaço convencional, instaurando, por meio de uma gramática não-convencional, novas possibilidades – e narrativas. A exposição apresenta uma sequência de blocos de tinta óleo em uma série de caixas de acrílico, além de pinturas tridimensionais, desenhos e vídeos.

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A cidade plural e erótica na pintura de Heleno Bernardi

maio 9, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Heleno Bernardi


Heleno Bernardi, Sem título, Acrílica e spray acrílico sobre tela, 140 x 200 cm

ELOGIO DO FORA, por Roberto Corrêa dos Santos *

A exposição das obras de Heleno Bernardi que se apresenta na Janaina Torres Galeria (veja aqui), com ênfase em suas pinturas, permite constatar o quanto de pesquisa, de talento e de poder conceitual tem marcado todo o labor desse artista de enorme força; aproximam-se no solo expositivo, como se em uma antologia nascida de recortes especiais, aqueles fazeres-em-arte que têm como um dos vetores norteantes o ver e o pensar e o agir sobre a cidade, indo as obras para além da cidade como ideia geral de cidade de modo a atingir a cidade-ela-mesma e dela obter-se, por ato de recolha múltipla, elementos e sinais de sua pulsão plural e erótica; a cidade afirma-se como terreno corpóreo que nos abriga, nos constitui, encanta, retém, constrange e nos clama a um só instante;

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Feco Hamburger mira o telescópio, que mira o universo

maio 4, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Feco Hamburger


Feco Hamburger, Alma IV, Jato de tinta sobre papel de algodão, 40 x 60 cm

Por Agnaldo Farias *

Os limites espaço-temporais da nossa percepção, condenada ao que se alcança com os olhos e ouvidos confinados num horizonte circular e fincados no presente, geram como reação o fabrico de mapas e modelos de toda ordem.

Nada mais que a expressão de um desejo atávico pelo controle das coisas, sejam elas aéreas, territoriais, geográficas, políticas, corpos biológicos; o impulso transborda sobre o corpo do mundo, no que dele é visível e invisível, e vai muito além dele.

(veja obras da exposição de Feco Hamburger na Janaina Torres Galeria, aqui)

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Marcia Thompson: o grau zero da pintura

abril 17, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Marcia Thompson


Marcia Thompson, sem título, óleo sobre linho

Por Luisa Duarte *

Como já foi escrito, a obra de Marcia Thompson filia-se a uma vertente da arte que possui raiz no pós-minimalismo. Eva Hesse seria o exemplo maior de um nome representante desse período e cuja obra é uma inspiração para a artista.

Se a minimal, assim como o conceitualismo, buscava uma arte desencarnada, tendo no grid moderno sua âncora maior, os pós-minimalistas, como Hesse, Serra, De Maria, vão justamente doar uma carnalidade antes inexistente para a fatura da obra. O lastro do sujeito deixa vestígios e uma manualidade faz-se evidente. No trabalho de Thompson a base serializada e modular do minimalismo permanece, mas justamente para ser desviada, subvertida.

Em “Chromes”, exposição individual na Galeria Mercedes Viegas, pinturas, desenhos, objetos e vídeos, dão sequencia a uma investigação cuja origem se dá na década de 1990. Naquele tempo a artista começava uma pesquisa no campo pictórico, mas com um acento bem diverso de tudo o que vimos na chamada “volta da pintura”, ocorrida nos anos 1980. Se ali um neoexpressionismo dava as cartas e a paleta era nublada, os passos de Thompson iam na direção oposta.

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