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O momento do mundo, da história e da arte de Heleno Bernardi

Abril 3, 2018 | Entrevista, Heleno Bernardi

Heleno Bernardi, Sem título, Acrílica e spray acrílico sobre tela, 180 x 140 cm, 2018 (detalhe)

Ao superar o dilema abstração x figuração e escolher o locus – e o ethos – do urbano como território de investigação, Heleno Bernardi se insere entre os artistas mais potentes da atual geração. O que se manifesta, certamente, além da ousadia conceitual, no poder e encanto visual de obras que vão de intervenções site specific – como o projeto Cassino, no Rio de Janeiro, no final de 2017 – às suas pinturas recentes. Conversamos com Heleno sobre elas, que serão exibidas na SP-Arte, em São Paulo, entre 11 e 15 de abril, no nosso stand (A7).

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Conversa com Renata Pelegrini

Março 16, 2018 | Entrevista, Exposições, Renata Pelegrini

A artista Renata Pelegrini, que abre sua primeira individual na Janaina Torres Galeria, em 5 de abril

Dona de um trabalho expressivo em artes plásticas, em que a linha, o desenho, o gesto, a tinta e a cor buscam compor cenários que oscilam entre a paisagem e a abstração, Renata Pelegrini é uma artista reflexiva e cuidadosa. Seus “lugares” refletem a busca serena por um lugar próprio no vasto universo do desenho e da pintura. Conversamos com ela sobre alguns pontos dessa trajetória, que pode ser vista em sua primeira individual na Janaina Torres Galeria, que abre no dia 05 de abril.    

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Feco Hamburger e o desafio ao Homo Deus

Março 6, 2018 | Entrevista, Feco Hamburger, Feiras

Feco Hamburger, Hayabusa ou O falcão peregrino, 2018, Jato de tinta sobre papel de algodão e aço inox, 100 x 150 cm

“No entanto, se move” – eppur si muove – é a frase polêmica com a qual Galileu Galilei renegou a visão heliocêntrica do mundo perante o tribunal de Inquisição. Quatro séculos depois, é também o título da nova série de imagens produzidas por Feco Hamburger, que a Janaina Torres Galeria mostrará com exclusividade na SP-Arte 2018, de 11 a 15 de abril (stand  A7).  Herético, Feco desafia os limites da fotografia e da representação, criando universos paralelos construídos a partir de mecanismos de precisão, como ele diz. Refaz assim o imaginário do nosso tempo, desafiando o determinismo tecnológico que anuncia o Homo Deus. Conversamos com Feco Hamburger sobre o movimento do mundo – que, sim, ainda se move, no seu entender.

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Heleno Bernardi: o diálogo e o embate entre o corpo e a cidade

Janeiro 20, 2018 | Entrevista, Heleno Bernardi

Intervenção Magma, Morro da Conceição, Rio de Janeiro (foto: Wilson Oliveira)

Ao cobrir com duas toneladas de purpurina um “estorvo urbano”, como as ruínas do antigo Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, o artista Heleno Bernardi expande as possibilidades de intervenções site specific e o potencial  de envolvimento da sua arte. A saber: o corpo-a-corpo constante com o espectador, seja individual, seja coletivo. Nesta entrevista, concedida a Renato Rezende, curador da intervenção na Urca, que integra o catálogo da intervenção Cassino, Bernardi elabora as questões subjacentes à sua obra, com destaque para as intervenções urbanas.

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Conversa com Sandra Mazzini

outubro 5, 2017 | Entrevista, Exposições, Sandra Mazzini

Sandra Mazzini, que expõe sua safra mais recente de pinturas na Janaina Torres Galeria

A exuberância da pintura de Sandra Mazzini, jovem destaque na pintura brasileira, ocupa as paredes da Janaina Torres Galeria, na exposição Como os rios correm para o mar,  entre 21 de outubro e 16 de dezembro. Nessa conversa, a artista fala sobre memória, técnica, gesto e temperamento, elementos de uma obra que dialoga com a tradição pictórica e os desafios contemporâneos da imagem digital.

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FOTOGRAFIA: Três perguntas para Jordi Burch

agosto 9, 2017 | Entrevista, Jordi Burch

Artista do deslocamento, seja entre linguagens, percepções e paragens, Jordi Burch é dono de uma fotografia culta e pessoal. Fizemos três peguntas ao artista catalão, hoje baseado em São Paulo, sobre suas escolhas e sua obra.

Pergunta:  Afinal, você é português ou espanhol? E o que isso diz sobre sua fotografia?
Jordi Burch: Diz mais sobre a minha fotografia o fato de ter nascido do que propriamente o lugar onde nasci. Quando a minha avó soube que a minha mãe estava grávida de mim, rapidamente pegou um trem de Lisboa para Barcelona e logo a minha mãe estava deitada numa maca, pernas abertas, na iminência não de um crime – sou favorável à lei do aborto – mas de uma tragédia pessoal. Tenho por isso um grande apreço pelo tema vida e, consequentemente, pela sua finitude. Somos os únicos animais com consciência do fim, inevitavelmente isso altera todas as paisagens, objetos, tensões e relações.

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Conversa com Kitty Paranaguá

agosto 3, 2017 | Entrevista, Exposições, Kitty Paranaguá

 São Paulo vai conhecer duas séries de fotografias que têm recebido atenção no Brasil e no exterior: Campos de Altitude e Copacabana, da carioca Kitty Paranaguá.  Com uma carreira estabelecida há mais de 20 anos, Kitty expõe pela primeira vez em São Paulo, abrindo também a programação oficial paralela da SP-Arte/Foto/2017. Nesta entrevista, Kitty fala sobre sua trajetória, sua ideia de fotografia e como vê as pessoas, as localidades e as transformações de seu cenário de vida e de coração.

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Três perguntas para Feco Hamburger

agosto 2, 2017 | Entrevista, Feco Hamburger

Depois do sucesso da exposição “Quando percebi era uma aurora”, que inaugurou a Janaina Torres Galeria (veja imagens aqui), é natural a curiosidade do público crescente do fotógrafo Feco Hamburger sobre seus próximos passos. Fizemos três perguntas a ele sobre como anda seu intenso processo criativo – e o que nos aguarda, felizmente, em breve.  

PERGUNTA:  Depois de explorar o espaço sideral, o que você explora neste momento?
Feco Hamburger: Estou envolvido com o tempo e os deslocamentos da paisagem. Tenho estudado tempos geológicos e astronômicos e cosmogonias que eu não conhecia, como as dos índios amazônicos. É muito interessante ver como o mesmo céu pode ser nomeado e entendido de maneiras tão diferentes. As escalas e métricas, tão presentes, podem ser elásticas, e essa plasticidade dos modelos de mundo tem me interessado. O espaço sideral permanece presente, ainda que as soluções formais sejam novas e acrescidas de novas paisagens base. Há obras novas com experimentações de montagem também.

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ENTREVISTA Daniel Jablonski entre a ideia e a arte

julho 30, 2017 | Daniel Jablonski, Entrevista, Na mídia

Artista visual, professor e pesquisador de produção multifacetada, que trabalha um conjunto de referências em que tem destaque sua biografia, Daniel Jablonski participa da exposição ARTE LONDRINA 5 – PELA ESTRADA E FORA. Confira abaixo a entrevista concedida pelo artista ao site do DaP da Universidade Estadual de Londrina.

Pergunta: Como um trabalho começa?

Daniel Jablonski: Um trabalho sempre começa com uma ideia, mas é difícil dizer quando começa uma ideia. Procuro estar disponível a novas ideias e tomei o hábito de anotá-las de forma sistemática em cadernos que sempre carrego comigo. Elas ficam ali paradas, em geral, um bom tempo, até surgir a oportunidade de usá-las em alguma situação concreta, uma exposição, uma publicação, uma aula, etc. Daí eu volto ao caderno. É precisamente esse tempo transcorrido que determina quais ideias podem ser usadas naquele momento, quais ainda tem de esperar mais um pouco e quais, pelo contrário, tem de ser descartadas. Um ou dois anos após aquela anotação casual, eu já não sou mais a pessoa que “teve” a ideia; agora, sou quem vai executá-la. Se alguma coisa continua a fazer sentido passado todo esse tempo, ótimo. Agora é só fazer o trabalho.

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Sobre a pintura de Marcia Thompson

junho 19, 2017 | Entrevista, Exposições, Marcia Thompson

Selecionamos oito frases e conceitos da própria artista que traduzem a riqueza da exposição B.L.O.C.O.S., de Marcia Thompson, que reúne sua produção mais recente, em exibição na Janaina Torres Galeria até 22 de julho. De Londres, onde está radicada há 20 anos, Marcia fala sobre um longo amadurecimento criativo, consolidado nas paredes – e no chão – da galeria.

Sobre Londres
Marcia Thompson: As peças de B.L.O.C.O.S. são inéditas e foram feitas em Londres. Me mudei pra Londres porque queria conhecer outros lugares, outros trabalhos, outras pessoas. Fui para Nova York e depois viajei pela Europa; também participei de exposições na Coréia, Escandinávia e ouros lugares. Acho que só estou me dando conta agora que já estou aqui há vinte anos!

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