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Kitty Paranaguá traz poética do Rio de Janeiro à Janaina Torres Galeria

julho 27, 2017 | Exposições, Kitty Paranaguá

Kitty Paranaguá, Filhas da Lika (da série Campos de Altitude)

Na exposição Campos de Altitude, fotógrafa carioca sobe os morros e projeta as imagens da cidade no interior das casas e sobre os corpos dos moradores, além de mostrar uma Copacabana múltipla, num registro emocionante e original

Autora de um trabalho que transborda poesia, fruto de sua relação com as pessoas, lugares e objetos que fotografa, a carioca Kitty Paranaguá apresenta, a partir de 22 de agosto, Campos de Altitude, sua primeira individual na Janaina Torres Galeria. Com uma carreira estabelecida há mais de 20 anos, Kitty expõe pela primeira vez em São Paulo, abrindo também a programação oficial paralela da SP-Arte/Foto/2017.

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Pedro Moraleida: cultura e fúria, cor e gesto, técnica e expressão

setembro 2, 2017 | Exposições, Pedro Moraleida, vídeos

O UNIVERSO de Pedro Moraleida (1977-1999) é um continente a ser explorado. Na arte brasileira, é única sua mistura de cultura e fúria, cor e gesto, técnica e expressão.

Um dos artistas mais expressivos e contestadores de sua geração, o mineiro Pedro Moraleida (1977-1999) é destaque da mostra “Faça você mesmo sua Capela Sistina”, com curadoria de Augusto Nunes Filho, em cartaz até 19 de novembro no Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG).

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FOTOGRAFIA: Três perguntas para Jordi Burch

agosto 9, 2017 | Entrevista, Jordi Burch

Artista do deslocamento, seja entre linguagens, percepções e paragens, Jordi Burch é dono de uma fotografia culta e pessoal. Fizemos três peguntas ao artista catalão, hoje baseado em São Paulo, sobre suas escolhas e sua obra.

Pergunta:  Afinal, você é português ou espanhol? E o que isso diz sobre sua fotografia?
Jordi Burch: Diz mais sobre a minha fotografia o fato de ter nascido do que propriamente o lugar onde nasci. Quando a minha avó soube que a minha mãe estava grávida de mim, rapidamente pegou um trem de Lisboa para Barcelona e logo a minha mãe estava deitada numa maca, pernas abertas, na iminência não de um crime – sou favorável à lei do aborto – mas de uma tragédia pessoal. Tenho por isso um grande apreço pelo tema vida e, consequentemente, pela sua finitude. Somos os únicos animais com consciência do fim, inevitavelmente isso altera todas as paisagens, objetos, tensões e relações.

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Copacabana, céu aberto – por Walter Carvalho

agosto 4, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Kitty Paranaguá

Kitty Paranaguá, Sem título, 2008 – 13, Pigmento sobre papel de algodão, 30 x 40 cm e 75 x 100 cm

Por Walter Carvalho

Muitos foram os escritores, poetas e compositores que cantaram e imortalizaram a paisagem de Copacabana. Agora é o olho de Kitty Paranaguá que traz uma constelação de luz que estala, branca, nas paredes das fachadas maculadas pela prata intensa dos seus filmes. Suas formas fotográficas se materializam numa obliquidade de ângulos que desafia o olhar e as imagens ocupam o espaço num equilíbrio de formas, entre o cheio e o vazio.

Entre um intenso volume de tons escuros em oposição a uma expressiva massa de brancos, suas fotos constroem uma narrativa acromática da geografia humana e urbana, numa convivência harmoniosa das formas e dos volumes.

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Conversa com Kitty Paranaguá

agosto 3, 2017 | Entrevista, Exposições, Kitty Paranaguá

 São Paulo vai conhecer duas séries de fotografias que têm recebido atenção no Brasil e no exterior: Campos de Altitude e Copacabana, da carioca Kitty Paranaguá.  Com uma carreira estabelecida há mais de 20 anos, Kitty expõe pela primeira vez em São Paulo, abrindo também a programação oficial paralela da SP-Arte/Foto/2017. Nesta entrevista, Kitty fala sobre sua trajetória, sua ideia de fotografia e como vê as pessoas, as localidades e as transformações de seu cenário de vida e de coração.

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Copacabana não engana mais ninguém

agosto 3, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Kitty Paranaguá

Dona Joana, Mata Machado, 2016, pigmento sobre papel de algodão, 100 x 100 cm

Com curadoria de Diógenes Moura, 15 imagens da série Campos de Altitude, da fotógrafa carioca Kitty Paranaguá, ganharam as paredes do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), como parte do Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro, em maio de 2017. Republicamos a seguir o texto de Diógenes, que busca dar conta da complexidade e do impacto narrativo e simbólico do trabalho de Kitty, que ganha em 2017 repercussão nacional e internacional. As séries Campos de Altitude e Copacabana, de Kitty Paranaguá, estarão expostas na Janaina Torres Galeria, entre 22 de agosto e 30 de setembro de 2017, e na SP-Arte/Foto/2017 entre 23 e 27 de agosto (estande 24).

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Três perguntas para Feco Hamburger

agosto 2, 2017 | Entrevista, Feco Hamburger

Depois do sucesso da exposição “Quando percebi era uma aurora”, que inaugurou a Janaina Torres Galeria (veja imagens aqui), é natural a curiosidade do público crescente do fotógrafo Feco Hamburger sobre seus próximos passos. Fizemos três perguntas a ele sobre como anda seu intenso processo criativo – e o que nos aguarda, felizmente, em breve.  

PERGUNTA:  Depois de explorar o espaço sideral, o que você explora neste momento?
Feco Hamburger: Estou envolvido com o tempo e os deslocamentos da paisagem. Tenho estudado tempos geológicos e astronômicos e cosmogonias que eu não conhecia, como as dos índios amazônicos. É muito interessante ver como o mesmo céu pode ser nomeado e entendido de maneiras tão diferentes. As escalas e métricas, tão presentes, podem ser elásticas, e essa plasticidade dos modelos de mundo tem me interessado. O espaço sideral permanece presente, ainda que as soluções formais sejam novas e acrescidas de novas paisagens base. Há obras novas com experimentações de montagem também.

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Kitty Paranaguá: fotos de Copacabana no acervo da Maison Européenne de la Photographie

julho 30, 2017 | Exposições, Kitty Paranaguá, Na mídia, Notícias

Na exposição Campos de Altitude, que abre 22 de agosto na Janaina Torres Galeria, a fotógrafa carioca Kitty Paranaguá traz a São Paulo uma leitura múltipla e pessoal da mítica praia de Copacabana (veja aqui). Trata-se de uma série de fotografias de alto impacto estético e emocional, e que ganhou reconhecimento internacional. Como registra o jornal o Globo, imagens (como a foto acima) compõem, a partir de 2017, o acervo da Maison Européenne de la Photographie (MEP), em Paris, um dos principais espaços dedicados à fotografia contemporânea.

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ENTREVISTA Daniel Jablonski entre a ideia e a arte

julho 30, 2017 | Daniel Jablonski, Entrevista, Na mídia

Artista visual, professor e pesquisador de produção multifacetada, que trabalha um conjunto de referências em que tem destaque sua biografia, Daniel Jablonski participa da exposição ARTE LONDRINA 5 – PELA ESTRADA E FORA. Confira abaixo a entrevista concedida pelo artista ao site do DaP da Universidade Estadual de Londrina.

Pergunta: Como um trabalho começa?

Daniel Jablonski: Um trabalho sempre começa com uma ideia, mas é difícil dizer quando começa uma ideia. Procuro estar disponível a novas ideias e tomei o hábito de anotá-las de forma sistemática em cadernos que sempre carrego comigo. Elas ficam ali paradas, em geral, um bom tempo, até surgir a oportunidade de usá-las em alguma situação concreta, uma exposição, uma publicação, uma aula, etc. Daí eu volto ao caderno. É precisamente esse tempo transcorrido que determina quais ideias podem ser usadas naquele momento, quais ainda tem de esperar mais um pouco e quais, pelo contrário, tem de ser descartadas. Um ou dois anos após aquela anotação casual, eu já não sou mais a pessoa que “teve” a ideia; agora, sou quem vai executá-la. Se alguma coisa continua a fazer sentido passado todo esse tempo, ótimo. Agora é só fazer o trabalho.

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B.L.O.C.O.S ou A obra residual de Marcia Thompson

julho 7, 2017 | Crítica, ensaio, Marcia Thompson

 

Marcia Thompson, Sem título, Folha de prata, bloco de papel e pregos, 30 x 500 cm

Por Saulo di Tarso *

As artes visuais têm atravessado, no Brasil, um dos seus maiores períodos de silêncio. Em parte, porque artistas e curadores brasileiros das gerações recentes se educaram pelo maneirismo de serem aceitos na cena internacional e, com isso, um corredor de mimeses foi criado na direção da arte conceitual e do minimalismo.

E, em parte, porque a crítica ou anula artistas brasileiros que imitam artistas mais conhecidos do circuito mundial ou, igualmente, um grupo de artistas segue tendências do mercado internacional e, portanto, perde a capacidade de estabelecer um caminho teórico suficiente para potencializar o que alguns artistas brasileiros como Hélio Oiticica, Lygia Clark, os irmãos Campos, Luiz Sacilotto e mais recentemente Cildo Meireles e Adriana Varejão vêm criando na arte brasileira: inserção na arte internacional por relevância de acréscimo no desenvolvimento crucial da arte como linguagem.

O trabalho de Marcia Thompson é um caso de sutileza dentro de muitas questões que passam despercebidas ou são pouco discutidas no horizonte da pintura atual. O que ela faz não é concreto, minimalista, gráfico, escultórico, pictórico e tampouco objetual ou desmaterial (que, como corrente da morte da pintura, valida o Conceitualismo pelo esgotamento da pintura).

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O rosto de Angola, pela lente de Jordi Burch

junho 28, 2017 | Jordi Burch, Notícias

Sem título, O Rosto da Paisagem, Jordi Burch

Um fotógrafo e um escritor, juntos numa viagem de mais de 2.500 km por Angola, na África. Além da amizade construída nos sete dias de percurso, 700 fotografias e textos resultaram na experiência idealizada pelo Instituto Camões de Luanda. Participaram da trajetória o fotógrafo português Jordi Burch e o escritor angolano Ondjaki, que não se conheciam até então.

As fotografias integram a série “O Rosto da Paisagem”, de Burch, que foi exibida pelo Museu Afro Brasil em 2013, marcando o Ano de Portugal no Brasil.

“O Rosto da Paisagem” é um potente registro da poética de Burch. O deslocamento é uma constante em sua obra, seja o deslocamento espacial entre cidades e países ou o deslocamento do olhar e dos sentidos do espectador.

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A visão poderosa de Sandra Mazzini

junho 27, 2017 | Crítica, ensaio, Sandra Mazzini

Sandra Mazzini, Sem título, Acrílica e óleo sobre tela (2016)

Vinte artistas, um desassosego. Com esse espírito, a curadora Germana Monte-Mór convidou dez pintores-curadores estabelecidos, que escolheram e comentaram trabalhos de seus pares mais novos, artistas jovens e com talento que ainda não conseguiram colocar sua produção para ser discutida. Entre os jovens artistas escolhidos, Sandra Mazzini, jovem pintora paulistana que se destaca no cenário atual.

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Sobre a pintura de Marcia Thompson

junho 19, 2017 | Entrevista, Exposições, Marcia Thompson

Selecionamos oito frases e conceitos da própria artista que traduzem a riqueza da exposição B.L.O.C.O.S., de Marcia Thompson, que reúne sua produção mais recente, em exibição na Janaina Torres Galeria até 22 de julho. De Londres, onde está radicada há 20 anos, Marcia fala sobre um longo amadurecimento criativo, consolidado nas paredes – e no chão – da galeria.

Sobre Londres
Marcia Thompson: As peças de B.L.O.C.O.S. são inéditas e foram feitas em Londres. Me mudei pra Londres porque queria conhecer outros lugares, outros trabalhos, outras pessoas. Fui para Nova York e depois viajei pela Europa; também participei de exposições na Coréia, Escandinávia e ouros lugares. Acho que só estou me dando conta agora que já estou aqui há vinte anos!

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No Ateliê: Kika Levy

junho 19, 2017 | Ateliê, Kika Levy

Encontramos a artista Kika Levy em seu espaço criativo para falar sobre seus novos desafios e sua rotina de trabalho – e de como a delicadeza e a precisão de suas obras está refletida no seu entorno de plantas e sementes.

Pergunta: Qual é a temática central dos seus novos trabalhos?
Kika Levy: Mantenho a pesquisa das estruturas das plantas, por meio da impressão das próprias folhas, onde se revelam essas estruturas. Dentro das paisagens, estou trabalhando diferentes atmosferas em uma mesma matriz, as possibilidades de impressões e sobreposições.

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No Ateliê: Gabriel Pitan Garcia

maio 25, 2017 | Ateliê, Gabriel Pitan Garcia

Gabriel Pitan Garcia inaugura no sábado, 27 de maio, o Espaço BREU, que reúne ateliês de jovens artistas – incluindo o seu – e espaço cultural. Ouvimos o artista sobre sua rotina “sangue nos olhos”, de troca intensa e muita produção.

O Espaço BREU, seu novo ateliê, é compartilhado com cinco artistas. Como funciona esta troca?
Gabriel Pitan Garcia: A primeira vez que compartilhei o atelier foi na extinta “Casa dezbarradoze”, que foi um momento de compreensão acerca da possibilidade de discussão de trabalhos e ideias durante suas execuções. Dividíamos uma casa abandonada, que nos foi emprestada por seis meses, em vinte jovens artistas. Quando encerramos as atividades por lá, cresceu a vontade de desenvolver um outro projeto com mais cinco pessoas: Virgílio Neto, Pedro Ivo Verçosa, Rafaela Foz, Júlio Lapagesse e Renata Casagrande. Surgiu o BREU, um atelier expandido: além dos espaços de cada artista dentro do galpão, temos dois grandes vãos onde desenvolveremos projetos culturais diversos. Podemos tocar a produção individual e apresentar um espaço de discussões de possibilidades coerentes em arte, aberto para qualquer um que quiser se aproximar. Para mim, o mais jovem dos artistas de lá, tem sido importantíssimo viver essa rotina trabalhosa e “sangue nos olhos”.

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Marcia Thompson e a nova gramática da pintura, até 22 de julho na Janaina Torres Galeria

maio 9, 2017 | Exposições, Marcia Thompson, Notícias


Pinturas expandidas em caixas de acrílico são destaque da mostra que traz também telas, desenhos e vídeos da artista carioca, radicada na Inglaterra, laureada em 2015 com o Visual Arts Awards, da embaixada brasileira em Londres

Marcia Thompson celebra mais de duas décadas de trajetória e retorna a São Paulo, a partir de 30 de maio, com a mostra B.L.O.C.O.S., na Janaina Torres Galeria. Residindo em Londres desde a década de 90, Thompson traz ao Brasil uma seleção inédita de trabalhos em que radicaliza, como poucos artistas, a questão da pintura, com movimentos que deslocam a obra do espaço convencional, instaurando, por meio de uma gramática não-convencional, novas possibilidades – e narrativas. A exposição apresenta uma sequência de blocos de tinta óleo em uma série de caixas de acrílico, além de pinturas tridimensionais, desenhos e vídeos.

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A cidade plural e erótica na pintura de Heleno Bernardi

maio 9, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Heleno Bernardi


Heleno Bernardi, Sem título, Acrílica e spray acrílico sobre tela, 140 x 200 cm

ELOGIO DO FORA, por Roberto Corrêa dos Santos *

A exposição das obras de Heleno Bernardi que se apresenta na Janaina Torres Galeria (veja aqui), com ênfase em suas pinturas, permite constatar o quanto de pesquisa, de talento e de poder conceitual tem marcado todo o labor desse artista de enorme força; aproximam-se no solo expositivo, como se em uma antologia nascida de recortes especiais, aqueles fazeres-em-arte que têm como um dos vetores norteantes o ver e o pensar e o agir sobre a cidade, indo as obras para além da cidade como ideia geral de cidade de modo a atingir a cidade-ela-mesma e dela obter-se, por ato de recolha múltipla, elementos e sinais de sua pulsão plural e erótica; a cidade afirma-se como terreno corpóreo que nos abriga, nos constitui, encanta, retém, constrange e nos clama a um só instante;

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Daniel Jablonski investiga hipercomunicação digital em festival do Instituto Tomie Ohtake

maio 5, 2017 | Daniel Jablonski, Notícias

Explorando a troca interrompida de emails, Daniel Jablonski, artista representado pela Janaina Torres Galeria, participa do Arte Atual Festival 2017, que marca a participação do Instituto Tomie Ohtake no Festival Path, o maior evento de inovação e criatividade do País.

O Arte Atual Festival 2017 terá um formato inusitado, reforçando o caráter experimental de seu partido curatorial e a abertura a jovens artistas.

O projeto desta edição, concebido pelo curador Paulo Miyada e sua equipe do Núcleo de Pesquisa e Curadoria da instituição, coloca o artista em particular contato com o público para refletir sobre os recursos disponíveis de comunicação e experimentar possibilidades de modos de escuta.

Com a obra “Fwd: Desculpe pela demora”, por exemplo, Jablonski explora a dificuldade da comunicação por e-mail: o artista propõe que e-mails não respondidos por uma pessoa sejam enviados a ele, que irá interferir na conversa – e exibir os resultados na exposição.

(saiba mais sobre o trabalho de Daniel Jablonski aqui).

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Feco Hamburger mira o telescópio, que mira o universo

maio 4, 2017 | Crítica, ensaio, Exposições, Feco Hamburger


Feco Hamburger, Alma IV, Jato de tinta sobre papel de algodão, 40 x 60 cm

Por Agnaldo Farias *

Os limites espaço-temporais da nossa percepção, condenada ao que se alcança com os olhos e ouvidos confinados num horizonte circular e fincados no presente, geram como reação o fabrico de mapas e modelos de toda ordem.

Nada mais que a expressão de um desejo atávico pelo controle das coisas, sejam elas aéreas, territoriais, geográficas, políticas, corpos biológicos; o impulso transborda sobre o corpo do mundo, no que dele é visível e invisível, e vai muito além dele.

(veja obras da exposição de Feco Hamburger na Janaina Torres Galeria, aqui)

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