“Organismo”: sopro e expressão, na individual de Ricardo Siri

março 2, 2020 | Exposições, Ricardo Siri

Ricardo Siri, Casulo 02 (2020), concha e campana de trompete 40 x 13 x 9 cm

Hélio Oiticica queria que a obra de arte nascesse “apenas de um toque na matéria”, a partir de um sopro que a transforma em expressão: “um sopro interior, de plenitude cósmica”.

A plenos pulmões se manifesta a produção recente de Ricardo Siri, artista carioca que inaugura a individual Organismo, dia 19 de março, na Janaina Torres Galeria, em São Paulo.

Matéria e expressão ganham, com a mostra, uma plenitude inaudita no trabalho do artista. Nas obras de Organismo – esculturas, assemblages e um “ninho habitável”, feito de galhos de árvore, barro e som -, ecoam os gestos e registros do viver e do fazer artístico de Siri, em consonância e tensão com o momento da arte e do mundo atual.

Veja: obras disponíveis (página do artista)

Ricardo Siri, War 2 (2020), Colmeia e cera de abelhas, 46 x 17 x 2.5 cm

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Nova representação: Ricardo Siri na Janaina Torres Galeria

fevereiro 16, 2020 | Notícias, Ricardo Siri

Ricardo Siri segura Casulo 01, escultura feita de barro, cera, ninho de abelhas, penas de galinha e galhos

A Janaina Torres Galeria anuncia com prazer a representação de Ricardo Siri (1974, RJ), artista sonoro e visual, cujo trabalho transita entre a escultura, performance, instalação, fotografia e vídeo. O artista, que vive e trabalha no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, estréia sua individual na Janaina Torres Galeria em 19 de março.

Artista múltiplo, herdeiro de uma estética que reúne elementos que vão do surrealismo ao neoconcretismo e arte imersiva, Siri é artífice de uma poética que une arte e vida, onde sons e objetos incorporam conceito, forma, experiência e sonoridade.

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Ricardo Siri: Instrumentos, formas, escalas, esculturas, escutas variáveis, palavras

fevereiro 15, 2020 | Crítica, ensaio, Ricardo Siri

O artista sonoro e visual Ricardo Siri

Por Ricardo Resende *

Para Walter Smetak, executar música é uma forma de loucura. **

Siri, apelido da época do colégio, músico que sempre estudou música, vive a música desde sempre. Trabalhou com música desde quando, ainda criança, tocava e tirava sons de latas. Qualquer uma que caísse em suas mãos se transformava em algo possível de extrair som.

A sua inteligência de inventar paisagens sonoras vem daí, dessa ludicidade de criança em criar com tudo que lhe despertasse a curiosidade provocada por qualquer som ou ritmo: a pronúncia das palavras, os sons emitidos pelos homens, pelos animais e dos elementos naturais do mundo, como a água e o vento no farfalhar das folhas das árvores e do mato.

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