Pequenos Vestígios de Melancolia, na Funarte, em São Paulo

agosto 3, 2019 | Andrey Zignnatto, Crítica, ensaio, Daniel Jablonski, Exposições, Kitty Paranaguá, Pablo Ferretti, Renata Pelegrini

Andrey Zignnatto, Sem título (da Série Empilhamento), 2016, Tijolo baiano cerâmico amassado e empilhado sobre carrinho de mão, 70 x 55 x 130 cm

Por Cadu Gonçalves

Nos deparamos ao longo da história da arte com imagens que, de alguma maneira, perpassam os nossos sentidos e muitas vezes não conseguimos descrever. Como as imagens noturnas de seres solitários em bares e cafés de Edward Hopper ou os olhares perdidos e longínquos presentes em pinturas de Lucian Freud; imagens de paisagens melancólicas, resíduos ou ruínas, espaços deixados por uma ocupação recente ou distante cronologicamente, nos colocam como um narrador sem palavras do que aconteceu ali.

O recorte de Pequenos Vestígios de Melancolia, coletiva que ocupa as paredes da Funarte, em São Paulo,  compreende o trabalho de seis artistas, cujas obras de certo modo se valem de experiências residuais, seja na observação, seja na matéria. E esses vestígios, de alguma maneira, se mesclam ao entorno deste prédio, ao interior desta sala, que passam por um lento processo de abandono, um lugar em que as celebrações são também carregadas pelo peso da incerteza e da dúvida de seu prosseguimento.

Daniel Jablonski, Pergunte a seus vizinhos [São Paulo], 2016, Pigmento sobre papel de algodão, 66,5 x 100 cm

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Coletiva 2019: novos diálogos, novas leituras

fevereiro 7, 2019 | Andrey Zignnatto, Exposições, Gabriel Pitan Garcia, Heleno Bernardi, Kika Levy, Marcus André, Notícias, Pablo Ferretti, Renata Pelegrini, Talitha Rossi

Vista das pinturas de Heleno Bernardi

Iniciamos nosso calendário de exposições de 2019 com uma seleção de obras do nosso acervo, incluindo trabalhos inéditos de nossos artistas. Obras de Andrey Zignnatto, Gabriel Pitan Garcia, Heleno Bernardi, Kika Levy, Marcus André,  Pablo Ferretti, Pedro David, Renata Pelegrini e Talitha Rossi são apresentadas em um diálogo envolvente, propiciando novas leituras. A mostra será inaugurada dia 13 de fevereiro e fica em cartaz até 01 de março.

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Conversa com Renata Pelegrini

março 16, 2018 | Entrevista, Exposições, Renata Pelegrini

A artista Renata Pelegrini, que abre sua primeira individual na Janaina Torres Galeria, em 5 de abril

Dona de um trabalho expressivo em artes plásticas, em que a linha, o desenho, o gesto, a tinta e a cor buscam compor cenários que oscilam entre a paisagem e a abstração, Renata Pelegrini é uma artista reflexiva e cuidadosa. Seus “lugares” refletem a busca serena por um lugar próprio no vasto universo do desenho e da pintura. Conversamos com ela sobre alguns pontos dessa trajetória, que pode ser vista em sua primeira individual na Janaina Torres Galeria, que abre no dia 05 de abril.    

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Paisagens desconstruídas de Renata Pelegrini ganham exposição na Janaina Torres Galeria

março 9, 2018 | Exposições, Notícias, Renata Pelegrini

Renata Pelegrini, Sem título, 2016, Acrílica sobre tela, 120 x 100 cm

A partir do dia 5 de abril, o público poderá conferir de perto a produção recente da pintora na exposição que leva seu nome, realizada pela Janaina Torres Galeria. Com curadoria de Marcelo Salles, a mostra reúne 15 obras da artista – pinturas e desenhos sobre tela, papel e linho. Os trabalhos trazem uma releitura não fidedigna de paisagens e vistas interiores, recriadas a sua maneira, ocupando o hiato que existe entre a representação e a abstração.

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Renata Pelegrini: desenho e pintura, por Marcelo Salles

fevereiro 28, 2018 | Crítica, ensaio, Renata Pelegrini

Renata Pelegrini, Sem título, 2015, Acrílica sobre tela, 120 x 100 cm

Por Marcelo Salles

O livro “Cidades Invisíveis “, de Ítalo Calvino, nos traz a narrativa do comerciante/embaixador Marco Polo ao poderoso conquistador Kublai Khan sobre cidades pelas quais passou em suas viagens pelo vasto império do Khan. Calvino apresenta descrições de cidades inverossímeis compostas por experiências as mais diversas, da literatura das Mil e Uma Noites ao cinema, de viagens e de cidades reais (até onde Veneza pode ser real…), construídas pelas palavras de Marco Polo e reconstruídas por seu ouvinte, Kublai Khan.

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Renata Pelegrini: O enigma da janela, por Taisa Palhares

fevereiro 28, 2018 | Crítica, ensaio, Renata Pelegrini

Renata Pelegrini, Sem título, 2014, Carvão, grafite, giz e nanquim sobre papel, 30 x 40 cm

Por Taisa Palhares

Um dos quadros mais icônicos da pintura do século 20, e que se mantém enigmático até hoje, é a tela Porte-fenêtre à Collioure (1914), de Henri Matisse. A composição, em tons de azulado, verde, cinza, mas predominante preto,  coloca-se entre a representação e a não-representação de um espaço conhecido, vagamente explicado pelo título, sintetizando a relação do artista com a abstração, à qual ele nunca aderiu efetivamente. Assim como em outros trabalhos do pintor francês, desenho e cor vivem em harmonia, ou seja, não há a predominância de um sobre o outro, posto que o objetivo é superar a dicotomia que domina a história da pintura desde o Renascimento.

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As paisagens móveis de Renata Pelegrini, na Janaina Torres Galeria

fevereiro 28, 2018 | Notícias, Renata Pelegrini

Renata Pelegrini, Sem título, 2017, Acrílica sobre tela, 90 x 70 cm

Anunciamos, com alegria, Renata Pelegrini como a mais nova artista representada. Renata traz à galeria “uma investigação persistente de uma paisagem móvel”, em pinturas e desenhos, e abre sua primeira exposição individual no dia 5 de abril, com curadoria de Marcelo Salles, além de participar conosco da SP-ARTE 2018, no stand A7.

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