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Daniel Jablonski: enigma e encanto em “Still Brazil”

21 de April de 2018 • Daniel Jablonski, Exposições, Feiras, Notícias

Daniel Jablonski, Brazil, 2017, Instalação | Técnica mista, fotografia, plotagem em vinil, áudio e vídeo

A representação do Brasil em outras culturas, tal como o país aparece fixado em obras cinematográficas. Essa é a instalação Still Brazil, de Daniel Jablonski, que a Janaina Torres Galeria exibe na SP Arte 2018, no stand A7, entre 12 e 15 de abril (preview para convidados 11/04). Jablonski é finalista da sexta edição do Prêmio de Residência da SP-Arte.

Em Still Brazil, Jablonski traça um panorama de filmes de ficção produzidos e rodados no exterior, nos quais o Brasil aparece apenas como uma referência pontual, “sem nenhuma importância real para o desenrolar da trama”, como define.

Misto de enigma e encanto, o Brasil aparece, nos filmes, distante dos clichês que o costumam caracterizar, como carnaval, praias e futebol. Na obra, Daniel Jablonski, reúne capturas de telas extraídas de 200 filmes longa-metragem de ficção com menções indiretas ao Brasil.

“Nos filmes, o Brasil aparece distante no tempo e no espaço, como uma espécie de avesso dos roteiros, um lugar imaginário para o qual todas as promessas, sonhos ou fugas dos personagens são mandados para nunca se realizar”, diz Jablonski.

Compõem ainda a obra um mural em vinil adesivo, com o título, o diretor, o ano, a nacionalidade e as minutagens exatas em que as palavras “Brazil” ou “Brazilian” aparecem em 877 filmes, em ordem alfabética, um áudio com uma compilação de 80 versões estrangeiras de “Aquarela do Brasil”, em diferentes ritmos, exceto samba e  e três vídeos, com edições dos filmes “Os mercenários” (2010), de Sylvester Stallone (com fragmentos da sequência final, onde se explode o palacete da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro), “Terra em transe” e “Macunaíma”.

Em 2018, o Prêmio de Residência da SP-Arte oferece uma estadia de três meses na Delfina Foundation, uma das principais organizações do gênero, sediada em Londres. O vencedor será anunciado no dia 12 de abril, quinta-feira, durante a SP-Arte/2018. A seleção final será feita por um júri composto por representantes da Delfina Foundation e da SP-Arte.

O artista Daniel Jablonski

Saiba mais sobre o Prêmio de Residência da SP-Arte 2018 aqui.

Saiba mais sobre o trabalho de Daniel Jablonski aqui.

Daniel Jablonski: produção multifacetada

Daniel Jablonski nasceu no Rio de Janeiro, em 1985 e vive e trabalha em São Paulo. É artista visual, professor e pesquisador independente. Sua produção multifacetada, conjugando teoria e prática, investiga o lugar do sujeito na formação de novas mitologias e discursos do cotidiano.

Indicado ao Prêmio Pipa em 2017,  trabalha com formatos variados, incluindo fotografias, objetos, instalações e escritos. Suas obras podem ser apresentadas tanto no contexto de uma exposição convencional quanto de uma publicação ou de uma palestra.

Daniel Jablonski, Todos contra, 2016, Lambe Lambe, 150 x 300 cm (cada)

Este ano, entre outros projetos, lambe-lambes de Jablonski ocupam paredes das ruas de Goiânia, Fortaleza, Florianópolis e Rio de Janeiro, na obra Todos Contra. Na obra, em parceria com Camila Goulart, Jablonski selecionou frases de campanhas de combate ao mosquito da dengue, tirando-as do contexto original. A palava “mosquito” foi eliminada – criando assim uma luta contra um elemento imaginário, ampliando o impacto político e social das mensagens.

Mais sobre Daniel Jablonski
Página do artista: Daniel Jablonski (Janaina Torres Galeria)
Daniel Jablonski (site do artista)
Entrevista com o artista Daniel Jablonski (Divisão de Artes Plásticas da Universidade de Londrina)
Arte 1: Na mira com Daniel Jablonski (entrevista em vídeo)


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