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As paisagens móveis de Renata Pelegrini, na Janaina Torres Galeria

23 de September de 2018 • Notícias, Renata Pelegrini

Renata Pelegrini, Sem título, 2017, Acrílica sobre tela, 90 x 70 cm

Anunciamos, com alegria, Renata Pelegrini como a mais nova artista representada. Renata traz à galeria “uma investigação persistente de uma paisagem móvel”, em pinturas e desenhos, e abre sua primeira exposição individual no dia 5 de abril, com curadoria de Marcelo Salles, além de participar conosco da SP-ARTE 2018, no stand A7.

“Tanto os desenhos como as pinturas são de difícil classificação, paradoxalmente porque Renata tem uma atitude mais afeita à contemporaneidade quanto às múltiplas influências e referências que possui”, comenta Marcelo Salles. “Vão de Paulo Pasta a Iberê Camargo, de De Kooning a Sean Scully, de Richard Serra a Giacometti, de Diebenkorn a Eduardo Stupia, de Rosemarie Trockel a Julie Mehretu, sem esquecer suas muitas referências literárias onde Fernando Pessoa é a mais forte”.

Visite a página da artista e veja mais trabalhos aqui.

Para o curador, esta diversidade acaba por deixar os trabalhos aos olhos do público sem uma “ancoragem” por semelhança – o que reforça o caráter único de sua pintura, em uma época de excessos de referências visuais.

Renata Pelegrini, Sem título, 2014, Carvão, grafite, giz e nanquim sobre papel, 30 x 40 cm

A paisagem móvel

Para o curador Mario Gioia, é o caráter móvel das paisagens da artista que inscreve o trabalho de Renata Pelegrini “fortemente na contemporaneidade”.

“Representados por Renata Pelegrini, pontos de fuga, pilares, postes, guarda-corpos, perspectivas, mastros e outros volumosos testemunhos de quebradiça solidez, entre a figura e a abstração, nos dão uma ideia pungente sobre a nossa finitude”, escreve Gioia (leia texto integral aqui).

O caráter enigmático das imagens de Pelegrini, que “desestabilizam o reconhecimento instantâneo do que seria uma imagem do real”, é realçado pela pesquisadora e filósofa Taisa Palhares. Os traços da composição se tornam protagonistas de novas direções para o olhar, “contribuindo para sensação de construção e descontrução do espaço, e consequentemente de nossa relação com ele”.

É o enigma de toda arte que importa, “seja pictórica ou não”, define Taisa Palhares.

Renata Pelegrini, Sem título, 2015, Acrílica sobre tela, 120 x 100 cm

Sobre Renata Pelegrini

Nasceu em São Paulo em 1969. Vive e trabalha em São Paulo. Graduada em Artes Plásticas, Letras e Educação. Residiu em Nova Iorque, Milão e Suíça, iniciando sua experiência com caligrafia, prática que a artista explora revelando seu dinamismo gráfico e visceral expressividade. Desde 2011 é orientada por Paulo Pasta, estudou com Rodrigo Naves e participa da Escola Entrópica. A artista atualmente usa papel, tela, linho e acetato como suportes de seus projetos.

Links Externos

Renata Pelegrini – site da artista

@re_pelegrini (Instagram)

A nova paisagem nas telas de Renata Pelegrini – Cultura – Estadão


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