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Heleno Bernardi: purpurina sobre a ruína e os restos (do Rio e do mundo)

16 de December de 2017 • Exposições, Heleno Bernardi, Na mídia

A potência da ilusão provocada pela purpurina – no caso, por uma tonelada de purpurina dourada – é a arma do artista Heleno Bernardi contra a ruína e a decadência da cidade em que mora e atua – o Rio de Janeiro – e do mundo, de maneira geral. Cobrindo o palco do antigo Cassino da Urca com o pó dourado, num efeito de alto impacto estético, além do conceitual, urbano e político – Bernardi encanta e provoca com sua intervenção. Leia abaixo os principais trechos de reportagem do O Globo sobre Cassino.  

. Os dias de alegria e fortuna que reuniam jogadores e artistas no Cassino da Urca serão lembrados metaforicamente no banho com cerca de uma tonelada de purpurina dourada que o artista plástico Heleno Bernardi vai dar nas paredes, no palco e no fosso da orquestra do teatro.

. “Uso a purpurina tentando extrair potência de suas propriedades assumidamente ilusórias”, explica Heleno Bernardi. “A história deste edifício extrapola suas fronteiras e espelha nossa relação com a própria cidade. Em um momento em que tantas coisas estão sendo demolidas e instituições são desmontadas, investir na transformação de uma ruína, buscando criar sentido a partir de seus restos, é uma forma de agir e de refletir sobre o mundo”.

. A exposição “Cassino” faz referência “aos dias gloriosos, à riqueza que atraía os jogadores, ao brilho dos artistas e também à efemeridade da sorte que girava pelas roletas” (Renato Rezende, curador).

. O uso da purpurina dourada como elemento plástico remete à riqueza dos tempos do jogo e, de maneira mais crítica, ao esfacelamento da memória, dos bens culturais e arquitetônicos, diz o curador.

Ainda segundo O Globo, os quase mil quilos de purpurina utilizados no projeto terão reaproveitamento sustentável ao final da exposição; o material será retirado de paredes e piso, triturado juntamente com os resíduos sólidos da obra, e se misturará à massa do novo concreto que será utilizada na reforma que o IED promoverá a partir de 2018, e que terá selo verde.

Leia reportagem completa aqui.

 

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