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A visão poderosa de Sandra Mazzini

20 de October de 2017 • Crítica, ensaio, Sandra Mazzini

Sandra Mazzini, Sem título, Acrílica e óleo sobre tela (2016)

Vinte artistas, um desassosego. Com esse espírito, a curadora Germana Monte-Mór convidou dez pintores-curadores estabelecidos, que escolheram e comentaram trabalhos de seus pares mais novos, artistas jovens e com talento que ainda não conseguiram colocar sua produção para ser discutida. Entre os jovens artistas escolhidos, Sandra Mazzini, jovem pintora paulistana que se destaca no cenário atual.

“São caminhos mais individuais de busca”, escreve Germana, “diferentemente de escolas ou grupos, como em períodos anteriores: vanguardas, modernismo, neo-expressionismo e tantos outros. Agora é possível pensar a pintura de formas tão diversas convivendo com a mesma possibilidade de resultado, seja na avaliação do mercado, seja numa avaliação crítica.

Os trabalhos foram expostos na Galeria Estação, em 2016.

Coube a Leda Catunda, cuja produção dispensa apresentações, comentar a produção de Sandra Mazzini. Apresentamos o resultado a seguir.

Enxergando através, por Leda Catunda

A forma como a imagem vem para o plano da tela e se espelha sobre a superfície é apresentada por Sandra Mazzini, que compartilha com o observador os caminhos percorridos desde a ideia inicial até o resultado final. Desta maneira, a soma da imagem e do processo que a criou parece ser o assunto principal de interesse nessas pinturas.

O recorte, a escala, a gradação delicada de cores, a estrutura são os elementos com os quais a artista elabora as possibilidades poéticas de uma representação comentada. Trata-se de uma realidade em via de transmutação, como se a artista propusesse uma visão poderosa, alterando o real para em seguida reapresenta-lo repleto de nuances particulares e vibrações improváveis.

Conheça o trabalho de Sandra Mazzini, aqui.

Veja participação de Sandra Mazzini na Coletiva Entrepáginas, aqui.